Uma consulta médica, um ultrassom transvaginal para contagem de folículos e um teste de dosagem do chamado hormônio antimülleriano. Esses são os itens do “check-up da fertilidade“, iniciativa lançada neste mês pela rede de medicina reprodutiva Fertgroup, com foco em mulheres de 28 a 35 anos.
Segundo a empresa, a proposta não é prever de forma definitiva a fertilidade futura, mas oferecer informações que ajudem as mulheres a tomar decisões sobre a maternidade. A princípio, o pacote estará à venda entre outubro e dezembro em cinco clínicas do grupo, localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Teresina e Palmas, com possibilidade de expansão do serviço em escala nacional.
O objetivo do atendimento é avaliar a reserva ovariana, ou seja, a quantidade de óvulos que ainda existem nos ovários, uma vez que, ao contrário de outras células do corpo, a mulher já nasce com todos os óvulos que terá ao longo da vida. Essa reserva vai diminuindo progressivamente com o passar dos anos, tanto em quantidade quanto em qualidade.
A queda é mais acentuada a partir dos 35 anos, principal motivo pelo qual a gravidez pode ser mais desafiadora após essa faixa etária, embora a fertilidade varie de mulher para mulher e a idade não determine, isoladamente, a possibilidade de engravidar.
Outros fatores também influenciam a capacidade de dar origem a um embrião saudável, como o estado geral de saúde e os hábitos de vida. Excesso de peso, alterações da tireoide, alimentação rica em ultraprocessados e exposição frequente a substâncias químicas estão entre os fatores que podem comprometer o funcionamento dos óvulos.
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Em geral, a procura por clínicas de reprodução assistida ocorre quando surgem dificuldades para engravidar. O “check-up” da fertilidade, segundo a empresa, quer mudar essa lógica.
A aposta é que, ao conhecer o “status” atual da própria reserva ovariana, as mulheres tenham mais informações para planejar uma gravidez no curto prazo ou avaliar alternativas para preservar a fertilidade, como o congelamento de óvulos. O valor do check-up é de R$ 299,99.
“Infelizmente, a saúde reprodutiva ainda é um tema abordado quase exclusivamente quando surgem dificuldades para engravidar. Queremos mudar essa cultura no Brasil” afirma Chris Rego, CEO do FertGroup. “O check-up nasce para transformar a informação em ferramenta de planejamento e autonomia, permitindo que a mulher conheça sua reserva ovariana no momento certo e decida seus próximos passos com tranquilidade e apoio médico especializado.
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Como funciona o “check-up da fertilidade”
O foco da iniciativa são mulheres entre 28 e 35 anos, faixa etária importante para avaliação da saúde reprodutiva.
O pacote inclui consulta com um médico especialista, ultrassom transvaginal para contagem dos folículos antrais e dosagem do hormônio antimülleriano (AMH) no sangue.
Os folículos são minúsculas bolsas de líquido localizadas nos ovários que abrigam e nutrem os óvulos em desenvolvimento. Eles também são responsáveis por secretar o AMH.
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Segundo a empresa, o objetivo do ultrassom transvaginal é fazer a contagem visual dos folículos. Já os níveis de AMH no sangue fornecem uma estimativa de quantas destas pequenas estruturas restam nos ovários.
Ainda de acordo com a FertGroup, o exame de AMH utiliza a tecnologia AFIAS (Sistema Automatizado de Imunoensaio por Fluorescência, na tradução literal da sigla), uma plataforma avançada de diagnóstico rápido que analisa a concentração do hormônio a partir de apenas uma gota de sangue, coletada na ponta do dedo na própria clínica. O resultado fica pronto em cerca de 12 minutos.
A empresa afirma que os exames e a orientação médica acontecem em uma única visita, sem necessidade de retornos para buscar resultados. O check-up é considerado um ponto de partida para avaliar a fertilidade da mulher.
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“Caso haja necessidade, a paciente será orientada a realizar exames adicionais e/ou pesquisar outros fatores, tais como útero, tubas uterinas e fertilidade do parceiro“, acrescenta Rego.
Na orientação individualizada, o especialista cruza os resultados com a idade, condições de saúde e os objetivos pessoais da paciente para indicar os próximos passos.
Segundo a empresa, as opções incluem a solicitação de exames complementares, o acompanhamento periódico, o congelamento de óvulos (criopreservação) ou a preparação de uma gravidez no curto prazo.
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A fase inicial da campanha será executada entre 15 de outubro e 31 de dezembro em cinco clínicas: Fertility e VidaBemVinda em São Paulo, Clínica Vida no Rio de Janeiro, Fertvida Prime em Teresina e Gerare em Palmas, contando com a participação de 13 médicos especialistas.