4 em cada 10 gestantes ainda não sabem que existe vacina contra doença que pode ser fatal em bebês

A bronquiolite é a principal doença infectocontagiosa que preocupa as mulheres grávidas, mas 4 em cada 10 gestantes ainda não sabem que existe vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da doença.
É o que mostra a segunda edição de uma pesquisa realizada pelo Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipsos-Ipec), a pedido da Pfizer, que analisou as percepções das gestantes sobre a imunização e a prevenção de doenças respiratórias. O levantamento ouviu 530 grávidas brasileiras, de 18 a 45 anos, entre 13 e 28 de julho de 2026, de todas as regiões do país. As entrevistas foram online.

Os dados indicam que houve um aumento do conhecimento desse público sobre o VSR em relação aos últimos dois anos. Em 2024, quando o levantamento foi feito pela primeira vez, o percentual de gestantes que afirmaram conhecer ou já ter ouvido falar sobre o vírus era de 58%. Agora, essa taxa é de 70%.
Na primeira edição, a vacina contra o VSR estava disponível apenas na rede privada. Atualmente, o imunizante também está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

A vacina contra o VSR nas gestantes é uma forma de proteção passiva para o bebê. Os anticorpos produzidos pela mãe após a vacinação são transmitidos para o bebê pela placenta e, depois, pelo leite.

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Assim, o recém-nascido já nasce com proteção nos primeiros meses de vida, quando o risco de formas graves da doença é maior.
O vírus sincicial respiratório causa cerca de 75% dos casos de bronquiolite em crianças menores de dois anos. Ele também é responsável por 40% dos casos de pneumonia nessa faixa etária.
A bronquiolite, segundo o levantamento, é a principal doença infectocontagiosa que preocupa as gestantes, sendo citada por 60% das entrevistadas. O número representa um aumento de 20% em relação a 2024.

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Por outro lado, 79% das entrevistadas apresentaram ao menos uma dúvida ou percepção equivocada sobre a vacinação durante a gravidez. Apenas 13% responderam corretamente a todas as afirmações avaliadas.
A pesquisa aponta que 25% delas acreditam, por exemplo, que devem seguir apenas o calendário de vacinação correspondente à sua idade, sem considerar o calendário vacinal específico para gestantes.
E outras 31% ainda não reconhecem que algumas vacinas recomendadas durante a gestação também podem contribuir para a proteção do bebê.

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A vacina contra o VSR é aplicada em grávidas a partir da 28ª semana de gestação. Uma dose única deve ser aplicada a cada gestação. Não há limite de idade para a gestante receber a vacina.
Ao mesmo tempo, o número de mulheres grávidas que afirmam saber da existência de um calendário vacinal para esse grupo cresceu de 58% para 72% entre 2024 e 2026.
O levantamento também indica o potencial da informação como estímulo à prevenção. Após serem informadas sobre a disponibilidade de uma vacina contra o VSR para gestantes no SUS, 89% afirmam que com certeza ou provavelmente tomariam a vacina durante a gravidez.

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Em maio, o Ministério da Saúde anunciou que alcançou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o VSR. A medida representa um avanço significativo para a saúde pública, especialmente considerando que, na rede privada, a mesma vacina pode custar até R$ 1,5 mil.
Orientação médica é decisiva para a vacinação durante a gestação
O levantamento também mostra que o profissional de saúde é figura central na tomada de decisão das gestantes. O médico que acompanha o pré-natal é a principal fonte de informação sobre gravidez para 77% das respondentes.
Além disso, 88% afirmam ter recebido recomendação para se vacinar durante a gestação, um avanço em relação aos 77% registrados em 2024.

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Entre aquelas que receberam a indicação, 96% afirmam que seguem ou pretendem seguir a recomendação, e 71% relatam seguir integralmente as orientações recebidas durante o acompanhamento pré-natal.
No entanto, a vacinação ainda aparece de forma secundária nas consultas pré-natais quando comparada a outros temas: o assunto “exames de rotina” foi citado pelo médico de 50% delas, enquanto a vacinação durante a gravidez é mencionado por 6%. Os dados, segundo o levantamento, indicam uma oportunidade de ampliar as conversas sobre prevenção ao longo da gravidez.

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