Anvisa autoriza teste em humanos com vacina inédita contra a malária feita no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de testes em humanos de uma vacina contra a malária desenvolvida inteiramente no Brasil. O imunizante previne a malária causada pelo Plasmodium vivax, que é o tipo mais comum nos casos da doença no país, e é o primeiro do mundo do tipo. A notícia foi divulgada pelo Ministério da Saúde neste sábado, 10.
Apesar de serem pesquisadas desde 1960, as primeiras vacinas para a malária usadas em larga escala, com recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), só surgiram em 2021. Elas combatem, porém, outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, mais comum na África, onde ainda se concentram 95% das mortes globais relacionadas à doença. Já o  Plasmodium vivax, alvo do imunizante brasileiro, é o tipo mais comum não só no Brasil, mas também nas Américas e na Ásia.

Batizada de Vivaxin, a versão brasileira de vacina para a malária foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De acordo com o ministério, a tecnologia irá receber aportes de 12 milhões de reais da pasta para poder realizar os ensaios clínicos de fases 1, em que entrarão os primeiros testes com humanos, 2 e 3.
Nesta primeira fase, explicou o ministério, o imunizante será testado em 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos, com o objetivo de avaliar a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica. Eles receberão três dosagens, com intervalo de 28 dias enre elas, em grupos divididos entre os que receberão a Vivaxin e um placebo, explicou o CTVacinas. Eles serão acompanhados por por 360 dias.

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“O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença, que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional”, disse o Ministério da Saúde.

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