A menina do orfanato que se tornou recordista em prova de 161 km

Jenn Lichter (@jenniferlichter/Instagram)

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Jenn Lichter, triatleta colombiana radicada nos EUA, quebrou o recorde da Western States 100, uma prova de 161 km em condições extremas, com 15h28m05s. Sua vitória é ainda mais inspiradora devido a um passado de superação: orfanato aos 2 anos, pai assassinado e mãe viciada. Uma história de resiliência e paixão pelo esporte.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Anote o nome, a partir de agora, incontornável: Jenn Lichter. A triatleta nascida em Bogotá, na Colômbia, e radicada nos Estados Unidos, acaba de completar a Western States 100, uma das mais antigas e prestigiadas provas de corrida de 100 milhas — cerca de 161 quilômetros — do mundo, com o tempo recorde de 15 horas, 28 minutos e 5 segundos. Mas o que a faz heroica é a triste existência antes da aventura esportiva que atravessa Serra Nevada, na Califórnia — em calorão infernal, que costuma passar dos 35 graus, e subidas de até 5 500 metros. Na infância, com apenas 2 anos de idade, Jenn foi levada para um orfanato, com os dois irmãos. O pai havia sido assassinado a tiros por suposto envolvimento com o crime organizado. A mãe lutava contra o vício em drogas. Adotada aos 9 anos por uma família americana, ela recomeçou a vida nos Estados Unidos e logo se apaixonou pelo esporte. “A vida pode ser difícil, mas isso não significa que você tenha que se render”, diz. Ela não se rende.
Com reportagem de Giovanna Fraguito e Nara Boechat

Publicado em VEJA de 2 de outubro de 2026, edição nº 3015

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