SP chega a 40 casos de sarampo; 30 ocorreram em pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto

O Estado de São Paulo registrou 40 casos de sarampo em 2026. As três novas ocorrências foram confirmadas pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) “Prof. Alexandre Vranjac” na terça-feira, 28. Segundo o órgão, os pacientes são moradores da capital.
Dos 40 casos confirmados, 30 ocorreram em pessoas sem registro de vacinação contra o sarampo ou com registro vacinal incompleto.

É o caso das três novas infecções, que incluem um homem de 21 anos e uma bebê com apenas uma dose registrada, além de um homem de 18 anos sem registro de vacinação, informa o CVE-SP.
Segundo o órgão, os novos casos estão vinculados a cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde junho. As cadeias de transmissão se referem ao caminho que o vírus faz de uma pessoa doente para uma pessoa saudável.

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A primeira cadeia do sarampo no estado de São Paulo neste ano, registrada entre março e abril, estava associada a dois casos importados e foi encerrada após 12 semanas sem novas ocorrências relacionadas.
Já as cadeias identificadas em junho, julho e agosto permanecem sob acompanhamento das equipes municipais e estadual.

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Para confirmar a interrupção de uma cadeia, o período de referência é de 12 semanas (ou 90 dias) sem novos casos relacionados, contados a partir do início das manchas na pele do último caso confirmado.
Durante esse intervalo, a investigação das notificações suspeitas e a busca ativa de casos não param. A confirmação laboratorial dos três novos casos, por exemplo, ocorreu no contexto do monitoramento já em curso.

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Possível interrupção da cadeia
Segundo o governo de SP, os dados de monitoramento apontam para uma tendência de redução da transmissão do sarampo no estado.
“Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância também monitora a possibilidade de encerrar a cadeia de transmissão associada aos casos registrados“, afirmou, em nota enviada à imprensa nesta quinta-feira, 1.
Dos 40 casos registrados, 36 ocorreram na capital paulista, dois casos em São Bernardo do Campo, um caso em Guarulhos e um em Santo André.

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Os casos na capital paulista, segundo a nota, foram registrados em regiões populosas e com alto fluxo migratório.
Além disso, cerca de 60% ocorreram em crianças menores de 2 anos. A concentração de casos nas crianças pequenas reforça a importância da dose zero nos municípios onde ela é recomendada.

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A vacina contra o sarampo está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios paulistas. Confira abaixo o esquema de vacinação:

Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses;
Pessoas de 15 meses até 29 anos: duas doses comprovadas, com intervalo de pelo menos 30 dias entre elas;
Pessoas de 30 a 59 anos: pelo menos uma dose comprovada;
Trabalhadores da saúde: duas doses comprovadas, independentemente da idade;
Dose zero: é oferecida a crianças de 6 a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André. Também pode ser indicada em ações de bloqueio após contato com caso suspeito ou confirmado, conforme avaliação da vigilância. Ela não substitui as doses previstas aos 12 e aos 15 meses.

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