O que se sabe sobre o acidente do sertanejo Rick, uma semana após tragédia

O acidente que matou o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, completa uma semana nesta terça-feira, 29, sem uma conclusão sobre as causas da queda do helicóptero em Urubici, na serra Catarinense. O Bell 430, de prefixo PP-MGR, levava cinco pessoas e desapareceu dos sistemas de monitoramento na manhã de 21 de setembro. A investigação conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), também conta com a apuração da Polícia Civil.
Segundo a FAB, a aeronave decolou de Porto Belo às 10h30 com destino a Criciúma, onde o pouso estava previsto para 11h24. O último sinal foi registrado às 11h34, e a queda teria ocorrido aproximadamente um minuto depois. Os destroços foram localizados apenas no dia seguinte, em uma região de mata de difícil acesso, a cerca de 1.700 metros de altitude. Na quarta-feira, 23, equipes do Cenipa recuperaram a caixa-preta, que passou a integrar a investigação.

Um dos elementos já esclarecidos é que o voo ocorreu em espaço aéreo não controlado. Isso significa que, naquele trecho, não havia exigência de contato permanente entre o piloto e os órgãos de controle de tráfego aéreo. De acordo com a FAB, porém, os pilotos podem receber informações meteorológicas e outros dados relevantes por meio do Serviço de Informação de Voo. A condição do espaço aéreo, portanto, não significa que houvesse proibição para a realização daquele voo.

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As condições meteorológicas estão entre os principais pontos examinados. A FAB informou que havia chuva forte, ventos intensos e baixa visibilidade provocada pela nebulosidade na região serrana no momento do acidente. Imagens registradas por moradores pouco antes da queda também passaram a ser analisadas. Em um dos vídeos, testemunhas disseram ter percebido o helicóptero voando mais baixo do que o habitual. Outro registro mostra a aeronave aparentemente sem sinais visíveis de fumaça ou pane.

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As investigações ainda não determinaram se o mau tempo teve relação direta com a queda. Especialistas levantaram possibilidades como impacto contra algum obstáculo, voo abaixo do nível das montanhas, efeitos de correntes de ar descendentes em uma região de relevo acidentado e eventual falha humana associada às condições meteorológicas. Essas possibilidades, porém, não representam conclusões oficiais.

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A Polícia Científica utiliza drones e scanner tridimensional para reconstruir a dinâmica do acidente a partir dos destroços. Paralelamente, o Cenipa analisa os dados da aeronave e da caixa-preta. O Bell 430 tinha capacidade para um piloto e sete passageiros e, segundo os dados apresentados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), estava com a situação regular e certificado de operação válido até agosto de 2027.

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Além de Rick, morreram no acidente o empresário Bruno Avelar, o produtor de vídeos Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. A definição das causas depende da conclusão das perícias e da análise dos dados reunidos pelas autoridades.

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