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O novo filme de Resident Evil (2026), dirigido por Zach Cregger, aposta em uma abordagem inédita para a franquia de games de zumbis. Após adaptações criticadas, Cregger promete uma trama que honra o ritmo do jogo sem se prender a referências diretas, buscando elevar o patamar cinematográfico da saga. Descubra a nova estratégia.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Um surto viral se espalha pela fictícia metrópole americana Racoon City, transformando milhares de pessoas em zumbis vorazes. A premissa é a base de Resident Evil, game criado em 1996 pela japonesa Capcom e um dos jogos mais rentáveis do mundo, com 213 milhões de cópias vendidas. O sucesso do título se expandiu para o cinema, com seis adaptações lançadas entre 2002 e 2016, estreladas por Milla Jovovich como a caçadora oficial dos mortos-vivos. O resultado em bilheteria foi satisfatório, somando 1,2 bilhão de dólares. Em contrapartida, a recepção crítica foi péssima — e com razão. Exageradas e cafonas, as adaptações se perdiam na busca esbaforida de ser fiel ao jogo para agradar o séquito de fãs — os primeiros games, em si, não tinham lá muita história para contar.
Surpreende, então, a aposta de Resident Evil (Estados Unidos/Alemanha, 2026), já em cartaz, nova abordagem cinematográfica desse universo, agora com um diretor-grife na assinatura, o americano Zach Cregger. Uma das mentes mais engenhosas e divertidas do terror atual, o cineasta virou queridinho do meio com o oscarizado A Hora do Mal (2025) — filme que integra a boa safra recente do filão, feito por talentos jovens, com tramas enxutas e roteiros de humor mordaz. Para se manter competitiva nesse cenário — e após um reboot fracassado em 2021 —, a Sony, estúdio por trás da saga de zumbis, percebeu que era o momento de arriscar.
AÇÃO BATIDA - Milla Jovovich no primeiro filme: clichês narrativos e efeitos ruins se tornaram assinatura da versão (Sony Pictures/.)
Fã do videogame, Cregger criou uma nova trama para o filme, distante da original, mas mais próxima do ritmo e da estética experimentada pelo jogador. “Sou contra esse fetiche por referências diretas entre filme e game. É preciso ter uma história a contar — e que ela honre a experiência de passar horas com um controle na mão”, disse ele em entrevista a VEJA. No longa, estão ausentes quaisquer personagens consagrados pelos jogos. O protagonista é o entregador de insumos médicos Bryan (Austin Abrams), que transporta um órgão com urgência para o hospital sem saber que os mortos-vivos acabam de se apoderar da cidade. Da viagem de carro até a chegada ao destino, as ameaças se intensificam e os cenários vão do pacato ao caótico. “Você começa com uma pistola, depois gradua para uma escopeta, até encontrar a metralhadora. Esse ritmo é inerente aos games”, explica o cineasta.
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Assim, Resident Evil, enfim, ganha um filme à sua altura. Nas redes, parte dos gamers viciados no jogo está ressabiada com a mudança. A eles, contudo, vale lembrar que flexibilidade é parte do DNA da saga: o jogo Resident Evil 7: Biohazard, de 2017, por exemplo, é protagonizado por um homem comum que busca pela esposa desaparecida, enquanto a continuação, Village (2021), leva o mesmo rapaz ao encontro de mutantes vampíricas de 3 metros de altura. Desde que as aberrações se encaixem à lógica interna do universo, nada está fora dos limites criativos. Se o novo filme superar os demais nas bilheterias e na recepção crítica, será um game over para os caça-níqueis preguiçosos de Hollywood.
Publicado em VEJA de 18 de setembro de 2026, edição nº 3013