Entenda a doença cerebral que levou cantor Billy Joel a fazer cirurgia

Ler Resumo

O cantor Billy Joel revelou ter feito uma cirurgia para tratar hidrocefalia de pressão normal, uma condição que, se não tratada precocemente, pode ser confundida com Alzheimer. Ele tranquilizou os fãs sobre seu estado de saúde. Entenda como o acúmulo de líquor afeta o cérebro, seus sintomas, diagnóstico e o tratamento eficaz.

Este resumo foi útil?

👍👎

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Mais de um ano após cancelar uma turnê nos Estados Unidos por ser diagnosticado com hidrocefalia de pressão normal, o cantor e pianista Billy Joel, de 77 anos, relatou ter feito uma cirurgia no cérebro e, embora não tenha data para voltar aos palcos, acalmou os fãs compartilhando o salto positivo de seu quadro de saúde em entrevista à rádio SiriusXM. A intervenção, principalmente quando feita após diagnóstico precoce, ajuda a reverter o quadro, que pode ser confundido com a doença de Alzheimer.
Também conhecida como hidrocefalia normobárica, a condição se caracteriza pelo acúmulo de líquido cefalorraquidiano, o líquor, nos ventrículos cerebrais, cavidades existentes no órgão.

Esse líquido é produzido naturalmente pelo cérebro. Quando ocorre a hidrocefalia de pressão normal, a absorção dele fica comprometida e há uma compressão de dentro para fora do órgão com variações de pressão, mas ainda em níveis considerados normais.

O avanço dos sintomas costuma ser lento e desencadeia manifestações como alterações na memória e no raciocínio, dificuldades ao caminhar e incontinência urinária.

Continua após a publicidade

São esses sintomas que podem fazer com que, inicialmente, o caso possa ser tratado como um quadro de demência, caso do Alzheimer e da doença de Parkinson. Além disso, os episódios costumam aparecer em idosos.
A investigação é importante porque se trata de uma condição rara que pode ser tratada e até revertida quando diagnosticada precocemente.

Continua após a publicidade

Como é feito o diagnóstico
Para o diagnóstico da hidrocefalia de pressão normal, são realizadas avaliações detalhadas, como exames de imagem, incluindo ressonância magnética, análise neuropsicológica e punção para tirar o líquido.
Em alguns casos, após a drenagem de um volume de líquor por meio da coluna lombar, pode ser também feita uma drenagem contínua para confirmação do diagnóstico.
O tratamento é geralmente feito com uma derivação ventrículo-peritoneal (DVP), ou seja, a vazão do líquido excessivo para outros locais do corpo.

Continua após a publicidade

Isso significa que é preciso tirar o líquido acumulado de dentro do cérebro. Então, é colocado um cateter com válvula, onde está o líquor, e o outro cateter vai para a barriga para o líquido não ficar preso no cérebro.
A intervenção foi feita em Joel. “Eles fizeram um implante no meu cérebro e tudo está dando certo. Minha memória está melhor, assim como meu equilíbrio e minha funcionalidade”, relatou.

Continua após a publicidade

O tratamento impede complicações nos pacientes. “No entanto, se continuar se acumulando, o fluido não terá para onde ir. Quando isso acontece, o cérebro começa a se comprimir e ceder, causando os sintomas dessa condição. Se a compressão do cérebro durar muito tempo, a pressão pode danificar ou destruir permanentemente o tecido cerebral”, explica conteúdo sobre a doença elaborado pelo centro médico e acadêmico americano Cleveland Clinic.
 

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo