Anvisa proíbe tirzepatida vendida pela empresa United Labz

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A Anvisa proibiu e determinou a apreensão de todos os produtos da United Labz, que comercializa tirzepatida sem registro ou autorização no Brasil. A empresa, que também anuncia a retatrutida (ainda em testes), vende medicamentos de origem desconhecida, colocando a saúde dos consumidores em risco. Entenda os perigos e as recomendações para sua segurança.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu e determinou a apreensão de todos os produtos da empresa United Labz nesta terça-feira, 1º. Em seu site, a empresa comercializa medicamentos à base de tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, uma substância que tem liberação para ser vendida no Brasil em sua formulação original em farmácias autorizadas e com retenção da receita médica. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).
De acordo com a agência, os produtos são fabricados por empresa desconhecida e não têm registro, notificação nem cadastro, de modo que não são medicamentos autorizados para uso no país. Mesmo assim, estão sendo anunciados e vendidos.

A decisão prevê que os itens anunciados pela empresa “não podem ser fabricados, armazenados, distribuídos, vendidos, importados, divulgados e utilizados”.

A reportagem de VEJA solicitou um posicionamento da United Labz por meio do e-mail disponível em sua página, mas recebeu uma mensagem de falha na entrega. O espaço está aberto para manifestações.
Importação e ‘protocolo’
A United Labs se apresenta como uma “empresa americana reconhecida por trazer ao Brasil o que há de mais avançado em tratamentos para controle de peso” e vende a tirzepatida por meio de importação para entrega em consultórios ou na casa dos pacientes.

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Também oferece parceria com médicos e suporte técnico. “A United Labz é mais que uma distribuidora: é o parceiro estratégico ideal para clínicas e médicos que desejam estar à frente”, diz.
No site, contrariando as recomendações de sociedades médicas e órgãos regulatórios, há a opção de criar um protocolo de três ou seis meses de tratamento com “acesso direto ao médico pelo chat” da empresa “para tirar dúvidas e acompanhar a evolução”. Os pacotes custam R$ 2 980 e R$ 4 999, respectivamente.
A tirzepatida é um medicamento destinado ao tratamento de doenças crônicas, obesidade e diabetes tipo 2, de modo que deve ser administrada após prescrição e com acompanhamento médico.

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Em nota informativa, a Anvisa diz que há requisitos sanitários e regulatórios para a importação de medicamentos e, quando não atendidas, o produto é considerado irregular.
“Nesses casos, o medicamento ingressa no país fora das normas legais, sem a garantia de que atende aos padrões exigidos para venda e uso.”

Canetas emagrecedoras e o futuro da luta contra obesidade

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Retatrutida
A United Labz também faz propaganda sobre a futura oferta da retatrutida, substância para perda de peso ainda em testes. Logo, não tem aprovação para uso em nenhum lugar do mundo.
Sem informar datas, anuncia que está “entre as primeiras corporações a preparar o acesso controlado à retatrutida”.
Quando aprovada, a retatrutida deve seguir os padrões das demais canetas antiobesidade e diabetes e ter a venda autorizada à fabricante, a farmacêutica Eli Lilly, após a aprovação de agências regulatórias que vão avaliar a segurança e a eficácia do produto.

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Riscos das ‘canetas emagrecedoras’ irregulares
Pessoas que utilizam esses produtos estão colocando a saúde em risco, porque não há garantia de controle de qualidade, da presença em quantidades corretas dos princípios ativos nem que as doses vão cumprir o propósito de reduzir o peso.
Também é importante ressaltar que esses medicamentos devem ser administrados após indicação médica e o tratamento deve ser acompanhado por um especialista que vai dar orientações sobre outras medidas essenciais para tratar a obesidade, como dieta e prática de atividade física.
A compra deve ser realizada em farmácias autorizadas e com receita médica, conforme determinação da agência.

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Os medicamentos à base de tirzepatida são indicados para pessoas que vivem com obesidade e diabetes. O uso fora das recomendações da bula, conhecido como off-label, também oferece riscos, principalmente de eventos adversos.
Dados da Anvisa indicam que 26% dos eventos adversos registrados têm relação com o uso off-label. O mais grave é a pancreatite aguda, a inflamação do órgão, que já foi relatada pela Anvisa e pelo governo do Reino Unido.

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