Sandra Bullock (Gilbert Flores/Variety/Getty Images)
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Três anos após a morte de Bryan Randall (1966-2023), Sandra Bullock falou pela primeira vez sobre o período em que precisou manter em segredo o “diagnóstico traumático” de esclerose lateral amiotrófica (ELA) do fotógrafo, seu companheiro por quase uma década. Randall morreu aos 57 anos, em 2023, depois de enfrentar a doença longe dos holofotes.
Segundo a atriz, o silêncio foi um pedido do próprio marido. “Ele me pediu para não compartilhar. Eu sei por que ele me pediu para não compartilhar”, afirmou a um podcast. Durante algum tempo, apenas sua irmã, Gesine Bullock-Prado, sabia do diagnóstico. “No começo, pensei: ‘Ah, consigo lidar com isso. Consigo ficar quieta’”.
Acostumada a viver sob os holofotes, a vencedora do Oscar explicou que sempre se preocupou com o impacto de sua fama sobre as pessoas próximas. “Não quero prejudicar ninguém por causa do que faço, então acho que ficar um tempo sem falar foi uma boa ideia”, disse.
Mas o sigilo não saiu barato. Bullock passou a coordenar os cuidados de Randall e a buscar medicamentos e terapias experimentais enquanto criava os dois filhos pequenos em meio à pandemia de Covid-19. A sobreposição dessas circunstâncias formou, nas palavras da atriz, uma “tríade bastante sombria”.
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Os últimos anos da doença, segundo Bullock, foram especialmente dolorosos porque o luto começou antes mesmo da morte do fotógrafo. “Considerando em que ponto da sua jornada ele estava, tanto física quanto mentalmente, comecei a lamentar a morte de Bryan quatro anos antes de ele falecer. Algo havia mudado. Acho que só lidei com isso depois que ele se foi, porque você fica presa nessa rotina frenética”, completou.
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