Universidades chamadas a combater mudanças climáticas
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“O ensino superior deve deixar de produzir apenas documentos e debates académicos para assumir um papel activo na resolução dos problemas das comunidades, isto é, contribuir para melhorar a produção agrícola, fortalecer as pequenas e médias empresas, apoiar o combate às mudanças climáticas, elevar a qualidade dos serviços públicos e criar mais oportunidades para a juventude e para as mulheres”.O pronunciamento é do Presidente da República, Daniel Chapo, hoje em Maputo, na abertura da Conferência Nacional do Ensino Superior, onde abordou os desafios do sector, reconhecendo que persistem limitações, tais como as relacionadas com o desalinhamento entre a formação e as necessidades do mercado de trabalho.Apontou ainda para a reduzida ligação entre universidades e o sector produtivo, a insuficiente investigação aplicada, as desigualdades territoriais, as pressões sobre a qualidade do ensino e a baixa empregabilidade em algumas áreas de formação.Defendeu, por isso, uma ruptura estratégica que permita aproximar as instituições de ensino superior da economia real, salientando que o país deve evoluir de universidades transmissoras de conhecimento para universidades produtoras de soluções, propondo a criação de centros de excelência em diferentes regiões, vocacionados para áreas como agricultura, mineração, energia, ciência marítima, logística e apoio às Forças de Defesa e Segurança.Destacou ainda os progressos registados desde a Independência Nacional, referindo que Moçambique passou de uma única instituição de ensino superior, em 1975, para 61 instituições actualmente, enquanto o número de estudantes aumentou de pouco mais de 100 mil, em 2010, para mais de 270 mil.Contudo, advertiu que o grande desafio deixou de ser apenas expandir o acesso, passando agora por garantir qualidade, relevância e impacto económico e social.









