Como dispositivo salvou a vida de Eriksen, dinamarquês que deu susto em campo
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O meio-campista Christian Eriksen sofreu um novo mal-estar em campo, mas foi salvo por seu cardiodesfibrilador implantável (CDI). O dispositivo, colocado após um colapso em 2021, monitora e corrige arritmias cardíacas fatais. Entenda como o CDI funciona e a importância da prevenção da morte súbita no esporte.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
No último domingo, 7, circularam as imagens do meio-campista dinamarquês Christian Eriksen, de 34 anos, caindo em campo durante a partida entre Dinamarca e Ucrânia após passar mal. Nesses episódios, a maior preocupação dos jogadores e das equipes médicas é de que se trate de um episódio de morte súbita, mas, ali, um dispositivo cumpriu seu papel e salvou a vida do jogador: o cardiodesfibrilador implantável, ou CDI, aparelho semelhante a um marca-passo que monitora o funcionamento do coração e é capaz de agir em eventos cardíacos que coloquem a vida da pessoa em risco.
Essa não foi a primeira vez que Eriksen deu um susto em colegas de partida e torcedores. Em 2021, em jogo contra a Finlândia pela Eurocopa, ele desmaiou e ficou inconsciente por alguns minutos até ser reanimado com massagem cardíaca e uso de um desfibrilador. Este procedimento deve ser feito rapidamente para evitar a evolução para o óbito.
“Algumas arritmias ventriculares podem levar à parada cardíaca em poucos segundos se não forem tratadas imediatamente”, explica o cardiologista Antonio Amorim, representante da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e coordenador da comunicação na Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).
No hospital, o jogador recebeu a indicação para implantar um cardiodesfibrilador implantável e foi submetido a uma cirurgia para colocação desse atento vigilante do coração.
Mas como a vida de Eriksen foi salva? “É provável que o dispositivo tenha identificado a arritmia e aplicado um choque elétrico para interrompê-la. Esse tipo de aparelho monitora continuamente o ritmo cardíaco e é capaz de agir rapidamente quando detecta arritmias potencialmente fatais”, diz Amorim.
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Mesmo que detalhes sobre as condições de Eriksen não tenham sido amplamente divulgadas ao longo destes últimos cinco anos, fica claro que a decisão dos médicos de implantar o CDI foi para evitar desfechos negativos caso novas arritmias graves ocorressem. E, neste domingo, ficou provado que a adoção da estratégia foi acertada.
Nesta segunda-feira, 8, o médico da seleção Dinamarquesa, Morten Boesen, declarou à Associação Dinamarquesa de Futebol que Eriksen teve boa recuperação. “Falei com Christian esta manhã e ele está bem. Ele está com a família e de bom humor.”
Nas redes sociais, o meio-campista também se manifestou com uma mensagem de agradecimento pelo atendimento e apoio que recebeu dos demais jogadores e da equipe médica ainda em campo. E deu a notícia de que já está em casa com sua família.
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Eriksen explicou que o mal-estar atual foi diferente do ocorrido em 2021 e não se esqueceu da importância do dispositivo que carrega no peito.
“Meu CDI fez exatamente aquilo que lhe foi designado: me protegeu quando eu precisei.” Agora, ele pretende se recuperar, aproveitar a família, sair de férias e jogar futebol com os filhos.
Morte súbita
A morte súbita é um evento de parada abrupta dos batimentos cardíacos que atinge cerca de 2 milhões de pessoas por ano e que demanda urgência no atendimento. Os estudos mostram que apenas uma em dez pessoas conseguem sobreviver ao colapso e, a cada minuto sem manobras de salvamento, a possibilidade de ressuscitar a pessoa cai em 10%.
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No ano passado, especialistas de dezesseis países se reuniram para avaliar as evidências mais atualizadas sobre a parada cardíaca no futebol, a principal causa médica de morte entre jogadores, e determinaram que a avaliação clínica deve ser iniciada aos 12 anos, com repetição do exame de eletrocardiograma a cada dois a quatro anos até que o atleta complete os 18.
A diretriz também prevê a adoção de ressuscitação cardiopulmonar com massagem cardíaca e o uso do desfibrilador externo automático, equipamento que avalia rapidamente o ritmo cardíaco e emite um alerta caso seja necessário aplicar um choque elétrico para restabelecer os batimentos, que deve estar situado a três minutos do campo.
“A combinação entre prevenção, diagnóstico precoce e resposta rápida é a medida mais eficaz para reduzir a mortalidade por morte súbita no esporte”, afirma Amorim.









