SAÚDE E BEM ESTAR

Primeiro remédio de ação semestral para asma e sinusite crônica é aprovado no Brasil

Inflamação nas vias aéreas: alvo da nova medicação (Ilustração: VEJA SAÚDE/VEJA)

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A Anvisa aprovou Densurko (depemoquimabe), nova injeção semestral da GSK para asma e rinossinusite crônica associadas à inflamação tipo 2. Este tratamento ultralongo, um anticorpo monoclonal, promete reduzir crises, pólipos nasais e a necessidade de corticoides, marcando um avanço.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Uma injeção aplicada a cada seis meses irá ampliar o arsenal terapêutico contra a asma e a rinossinusite crônica no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de autorizar o lançamento do medicamento depemoquimabe, que será comercializado como Densurko.
Desenvolvido pela farmacêutica GSK, o remédio de ação ultralonga é indicado a quadros de asma e rinossinusite crônica com pólipos nasais associados à inflamação do tipo 2 – uma reação do sistema imune que dispara e perpetua essas condições, levando, por exemplo, a dificuldades para respirar.

Enquanto a asma é marcada por um processo inflamatório e estreitamento das vias aéreas nos pulmões, a rinossinusite crônica acarreta obstruções no interior das narinas e seios nasais, comprometendo a entrada de ar e até mesmo o olfato.

O depemoquimabe é um anticorpo monoclonal que bloqueia especificamente uma substância que desata o circuito inflamatório no sistema respiratório. Foi aprovado no país como terapia complementar em casos não controlados de asma e rinossinusite associadas à inflamação tipo 2.
Trata-se do primeiro medicamento dessa natureza administrado com injeções subcutâneas a cada seis meses.

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A autorização se ampara em dados de estudos clínicos que demonstraram a segurança e a eficácia da droga em pacientes com as duas doenças respiratórias. Sua inclusão no regime padrão de tratamento obteve quedas no número de crises de asma na ordem de 50%, em média, ao longo de quase um ano.
No caso da rinossinusite, os pesquisadores observaram diminuição do tamanho dos pólipos nasais e da obstrução da entrada de ar, bem como a redução na necessidade de uso de remédios com efeitos colaterais expressivos, como os corticoides.

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