Cruzeiro com surto de hantavírus atraca em destino final; veja os próximos passos
O cruzeiro MV Hondius, que colocou autoridades sanitárias em alerta após um surto de hantavírus a bordo, atracou nesta segunda-feira, 18, em seu destino final: o porto de Rotterdam, na Holanda. A embarcação chegou com uma tripulação reduzida após evacuações realizadas ao longo da viagem e os ocupantes restantes deverão cumprir semanas de quarentena.
O navio, operado pela empresa Oceanwide Expeditions, havia partido em 1º de abril de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, com destino a Cabo Verde. Durante a travessia, foram registrados 11 casos da doença e três mortes entre os passageiros.
As autoridades suspeitam que os casos estejam ligados à chamada “cepa dos Andes”, uma variante rara do hantavírus identificada principalmente na Argentina e no Chile e associada à possibilidade de transmissão entre humanos em situações de contato próximo e prolongado.
Segundo informações das autoridades holandesas, 27 pessoas ainda permaneciam a bordo até a chegada do navio: 25 membros da tripulação e dois profissionais de saúde. Todos deverão cumprir quarentena após o desembarque. Parte do grupo ficará isolada no próprio porto de Rotterdam, enquanto outros poderão cumprir o isolamento em suas residências.
Entre os ocupantes estão 17 filipinos, quatro holandeses, sendo dois tripulantes e dois integrantes da equipe médica, quatro ucranianos, um russo e um polonês.
Continua após a publicidade
O corpo de uma passageira alemã que morreu durante a travessia também permanece no navio.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que novos casos ainda podem surgir entre passageiros e tripulantes, mas avaliou que o risco de transmissão tende a diminuir após o desembarque e a adoção das medidas de controle sanitário. A entidade também descarta o risco de uma pandemia.
O que é o hantavírus
O hantavírus é um grupo de vírus transmitidos principalmente por roedores silvestres infectados. A infecção humana costuma ocorrer por meio do contato com urina, fezes ou saliva desses animais, especialmente em ambientes fechados e pouco ventilados.
Continua após a publicidade
O risco aumenta quando secreções contaminadas secam e partículas microscópicas ficam suspensas no ar, cenário comum durante a limpeza de galpões, depósitos, sótãos, cabanas ou imóveis fechados por longos períodos.
A transmissão também pode acontecer pelo contato com superfícies contaminadas seguido de toque nos olhos, nariz ou boca, além de casos mais raros envolvendo mordidas de roedores ou alimentos contaminados.
A exceção mais conhecida é justamente a cepa dos Andes, relacionada ao surto no MV Hondius, uma variante rara associada à transmissão entre humanos.










