SAÚDE E BEM ESTAR

Hantavírus: o que já se sabe sobre possíveis casos em países como EUA e Suíça

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Uma força-tarefa internacional se mobiliza após surto de hantavírus em cruzeiro com 8 casos e 3 mortes. A OMS coordena o rastreamento global de contatos. Apesar do baixo risco geral, a confirmação da cepa andina, associada à transmissão pessoa a pessoa, acende o alerta para a saúde pública.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O desembarque de passageiros do cruzeiro MV Hondius, que registrou um surto de hantavírus em 2 de maio, desencadeou uma força-tarefa internacional para verificar o status de saúde das pessoas que estiveram em contato com casos suspeitos e seus contactantes. Na embarcação, que fazia a rota entre a Argentina e Cabo Verde, foram confirmados oito casos, segundo atualização desta quarta-feira, 6, e três mortes.
Nesta quarta, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), autoridades da Suíça confirmaram que um dos passageiros foi diagnosticado com a zoonose viral — normalmente transmitida por roedores — e está internado em um hospital de Zurique.

Nos Estados Unidos, mais de 25 passageiros desembarcaram na Ilha de Santa Helena, localizada no Oceano Atlântico, e ao menos sete já teria voltado para suas cidades no território estadunidense, segundo o site MedPage Today. O trabalho no momento, ainda de acordo com a publicação, está focado em encontrar os passageiros, realizar testes e fazer um monitoramento.

Na África do Sul, o Ministério da Saúde anunciou que foi iniciado um processo de rastreamento de pessoas que tiveram contato com casos suspeitos e 62 já foram identificadas, das quais 42 estão sendo monitoradas.
“De acordo com o Regulamento Sanitário Internacional, a OMS está trabalhando com os países relevantes para apoiar o rastreamento internacional de contatos, garantindo que aqueles potencialmente expostos sejam monitorados e que qualquer disseminação adicional da doença seja limitada”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da entidade, no X (antigo Twitter).

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Apesar da mobilização internacional, que incluiu uma ação coordenada pela entidade para fazer a evacuação de três pacientes com suspeita da infecção para receber atendimento médico na Holanda, a OMS ainda não classifica a situação como grave.
“Nesta fase, o risco geral para a saúde pública permanece baixo”, informou.
Transmissão pessoa a pessoa
Também nesta quarta, o Ministério da Saúde da África do Sul informou que estudos preliminares em laboratório confirmaram a presença da cepa andina no surto ocorrido no cruzeiro, a variante relacionada ao episódio nos Andes que a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou transmissão de pessoa para pessoa.

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De acordo com a pasta, foi iniciado um processo de rastreamento de pessoas que tiveram contato com casos suspeitos e 62 já foram identificadas, das quais 42 estão sendo monitoradas.
Hantavírus
O hantavírus faz parte de um grupo de vírus de transmissão zoonótica, ou seja, por meio de animais, quando pessoas têm contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados.
A doença causada pela infecção, a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, é rara, mas potencialmente grave e pode levar à morte.Os principais sintomas são febre, sintomas gastrointestinais, rápida progressão para pneumonia, síndrome da angústia respiratória aguda e choque.
 

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