SAÚDE E BEM ESTAR

Autoinjetor de adrenalina vendido em farmácia é proibido pela Anvisa

Uma marca de autoinjetor de adrenalina, medicamento indicado para tratamento emergencial de casos de alergia grave, foi apreendida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está proibida de ser armazenada, transportada, distribuída, divulgada e comercializada no Brasil após a detecção de irregularidades.
A caneta Epipen, importada pela Farmácia Pague Menos, é de origem estrangeira e não tem registro da agência, de modo que não pode ser utilizada no país. A resolução foi divulgada na última quinta-feira, 2, e publicada no Diário Oficial da União (DOU).

“Medicamentos clandestinos não têm garantia de composição, origem, eficácia e segurança”, informou, em comunicado, a Anvisa.
Em nota enviada a VEJA, a Pague Menos informou que soube da determinação da agência, mas negou tanto a importação quanto a venda do produto.

“A companhia esclarece, porém, que não importa o produto e, portanto, não o comercializa. A rede reafirma estar em conformidade com as orientações das autoridades sanitárias e à disposição para quaisquer esclarecimentos”, disse.

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Autoinjetor de adrenalina
O autoinjetor ou caneta de adrenalina, substância também conhecida como epinefrina, é o único medicamento capaz de tratar todos os sintomas da anafilaxia, um grave evento alérgico que pode causar urticária, inchaço nas partes moles do corpo (pálpebras e lábios, por exemplo), dificuldade de respirar, taquicardia e quadros graves, como o choque anafilático, que pode ser fatal.
O medicamento é indicado para pessoas que já tiveram reações graves a alimentos, como amendoim, crustáceos e demais alergênicos, ou asma.
A aplicação deve ser imediata em situações em que a pessoa desconfia ter tido contato com a substância ou alimento que desencadeia alergias, inclusive por contaminação cruzada, e quando os sintomas começam a se manifestar.

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Em documento em 2024, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) alertou sobre a falta de dispositivos desta natureza não só no Brasil, mas no mundo. “Somente 32% dos 195 países do mundo, fabricam AIA (autoinjetores de adrenalina) para a prevenção e tratamento da anafilaxia, sendo a maioria dos quais são considerados de alta renda per capita“, informou e completou: “No Brasil, os autoinjetores não são comercializados devido à ausência de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), necessitando importação”.
Um grupo de pesquisadores brasileiros já desenvolveu a primeira versão nacional de caneta de adrenalina autoinjetável também em 2024, mas ela ainda não está disponível. Atualmente, o valor de importação chega a R$ 4.000 e a opção brasileira poderia chegar ao mercado por R$ 400.

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