SAÚDE E BEM ESTAR

Artemis II: o problema de saúde que astronautas podem enfrentar na viagem à Lua

Depois de mais de meio século, o homem voltará à Lua. A missão Artemis II, da Nasa, é a primeira viagem tripulada ao satélite natural desde 1972. Três homens e uma mulher embarcaram na empreitada histórica financiada pelo governo americano. Mas, além dos desafios técnicos, os astronautas terão de lidar com uma dificuldade adicional: o corpo humano não foi projetado para o espaço.
Embora a equipe tenha sido treinada e acompanhada por médicos até decolar, alterações fisiológicas são esperadas quando se perde a ação da gravidade terrestre. Existem evidências de que há impactos na massa óssea e muscular, no sistema circulatório, na imunidade… e até no intestino.

A falta de gravidade pode repercutir no aparelho digestivo, desacelerando o ritmo intestinal e provocando alterações na microbiota local – o conjunto de bactérias e outros microrganismos que habitam a região e são importantes para o equilíbrio do corpo.
Quando isso se soma à restrição de movimentos e a uma dieta limitada, um dos problemas mais comuns na tripulação é a constipação. Em resumo: o intestino não funciona direito, algo que afeta tanto a formação do bolo fecal como os movimentos que impulsionam as fezes.

A Nasa sabe disso e, não à toa, fornece uma caixinha de primeiros socorros sofisticada. Entre outras coisas, o kit conta com medicamentos que dão uma força ao intestino para prevenir ou se libertar da prisão de ventre.

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Segundo a Opella, farmacêutica e empresa de autocuidado global, um dos remédios autorizados a embarcar é o comprimido de bisacodil. Trata-se de um estimulante e laxante que busca instigar os movimentos peristálticos e contornar situações como constipação e fezes endurecidas.
De acordo com a companhia, sua marca Dulcolax, que tem versão em gotas e em comprimidos, faz parte oficialmente de missões da Nasa há anos. A medicação age em seis a doze horas, o que permite controlar o uso de acordo com a resposta e melhora da constipação.
Além disso, tanto astronautas como pessoas na Terra que convivem com a chateação podem tirar proveito de fibras, seja por meio de vegetais (o cenário ideal), seja por meio de suplementos (quando não está fácil encontrar uma fruta na dispensa, caso dos tripulantes da Artemis II).

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