Tânia Maria: entenda doença que levou a atriz de O Agente Secreto a abrir mão de ir ao Oscar
Quem esperava ver a atriz brasileira Tânia Maria cruzando o tapete vermelho do Oscar acabou recebendo uma notícia diferente do esperado: ela não estará na cerimônia. Aos 79 anos, a artista decidiu ficar no Brasil por motivos de saúde — uma escolha tomada com a família e após avaliação médica.
A informação foi confirmada na tarde desta quinta-feira, 5, pela distribuidora do filme O Agente Secreto, a Vitrine Filmes. A cerimônia do Oscar acontece no dia 15 de março, em Los Angeles.
“Muita gente está me perguntando se eu vou para a premiação. Sabe qual é a resposta? Não vou! Sabe o porquê? O Brasil precisa de gente para brilhar aqui também. Vamos ficar na torcida aqui no Brasil”, declarou a atriz potiguar, em seu Instagram.
Por trás da fala bem-humorada, porém, há uma condição de saúde importante: Tânia convive com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), problema respiratório associado principalmente ao tabagismo ao longo da vida.
Antes de tomar a decisão, a atriz passou por avaliação médica em fevereiro para saber se teria condições de encarar o deslocamento. A viagem entre Brasil e Estados Unidos pode chegar a cerca de 15 horas de voo, um desafio para quem tem doença pulmonar.
Dentro da cabine do avião, a pressão atmosférica, a temperatura e a concentração de oxigênio são mais baixas do que ao nível do solo. Para pessoas com pulmões saudáveis, isso costuma ser bem tolerado. Mas quem tem problemas respiratórios pode sentir falta de ar e piora dos sintomas.
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Vale lembrar que Tânia Maria decidiu parar de fumar após 65 anos de tabagismo, justamente para tentar viabilizar a viagem aos Estados Unidos para acompanhar a premiação. Mesmo assim, ela segue em tratamento, o que pesou na decisão de permanecer no Brasil desta vez.
O que é a DPOC
A DPOC é uma condição em que as vias respiratórias ficam inflamadas e estreitas, dificultando a passagem do ar. Ao mesmo tempo, parte do tecido pulmonar pode ser destruída, comprometendo a respiração.
Segundo informações do Hospital Israelita Albert Einstein, a doença geralmente aparece em duas formas principais:
Enfisema: ocorre quando as paredes dos alvéolos — pequenas bolsas de ar nos pulmões — são destruídas e se dilatam
Bronquite crônica: caracteriza-se pela inflamação persistente das vias respiratórias e produção excessiva de muco
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Com o tempo, essas alterações fazem com que o ar entre e saia dos pulmões com dificuldade.
Sintomas mais comuns
A DPOC costuma evoluir lentamente, mas pode limitar bastante as atividades do dia a dia. Entre os sinais mais comuns estão:
Falta de ar, principalmente durante esforço físico
Tosse persistente, muitas vezes com catarro
Produção excessiva de muco
Chiado no peito
A intensidade dos sintomas varia bastante de pessoa para pessoa.
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Principal causa: tabagismo
O principal fator de risco para a doença é o tabagismo, incluindo cigarro tradicional, eletrônico, cachimbo ou narguilé. Mas não é só isso. Outros fatores também podem contribuir:
Exposição frequente à poluição do ar
Predisposição genética
Histórico de infecções respiratórias na infância
Convívio prolongado com fumantes
Existe tratamento?
A DPOC não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento costuma incluir:
Parar de fumar, medida considerada a mais importante
Uso de inaladores (as famosas “bombinhas”), que ajudam a abrir as vias respiratórias
Corticoides, para reduzir a inflamação
Acompanhamento médico regular
Também é importante evitar ambientes com fumaça, poluição intensa ou produtos químicos irritantes.










