PANGEA CULTURAL

Dona Cobra e Dona Beja: as duas faces provocadoras de Grazi Massafera

Grazi Massafera como Dona Beja, na novela da HBO (HBO/Divulgação)

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Atualmente em evidência tanto na TV aberta quanto no streaming, Grazi Massafera passa por uma fase singular da carreira ao dar vida, quase ao mesmo tempo, a duas mulheres fortes e provocadoras. De um lado, interpreta a mítica Dona Beja, na novela exibida na HBO Max, que estreou na última segunda-feira, 2. De outro, encarna a vilã Arminda, também conhecida como Dona Cobra, em Três Graças, da TV Globo.
Para a atriz, o encontro das duas no ar é curioso, especialmente porque Dona Beja foi gravada há algum tempo. “Acho muito interessante ter essas duas personagens hoje no ar. Não foi algo premeditado, simplesmente aconteceu. O destino ajudou, e acabei vivendo duas personagens interessantes e distintas, o que evidencia uma certa versatilidade como atriz”, reflete.

Criada por Aguinaldo Silva, Arminda é uma madame esnobe e cruel, mas que também carrega uma sensualidade peculiar, especialmente nas cenas com Santiago Ferette (Murilo Benício). “Arminda é comédia, mas tem muito preconceito. É uma mulher que não vive seus desejos e, quando vive, se satisfaz de uma maneira que chega a ser engraçada”, explica Grazi.
Já Dona Beja, na releitura de Daniel Berlinsky, surge como uma mulher condenada pela sociedade, mas que a enfrenta de forma direta, posicionando-se em defesa das minorias. “Ela reúne tudo o que imagino em uma mulher. É o tipo de pessoa que eu quero ser e em quem venho me transformando. Mulheres como a Beja abriram portas para a gente e vão continuar abrindo. Eu também quero ser uma delas, não quero sucumbir ao que me delegam”, pondera.

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