Um em cada cinco brasileiros tem vergonha do tamanho do pênis, revela pesquisa
Tamanho pode ou não ser documento, mas o fato é que as dimensões do pênis estão por trás de dúvidas e angústias na mente masculina. De olho nisso, uma nova pesquisa acaba de mapear o impacto da autopercepção da genitália na vida psicológica e sexual de homens brasileiros.
Um dos principais achados do estudo, coordenado pelo urologista Ubirajara Barroso, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), é que um em cada cinco homens tem vergonha de se despir na frente de outras pessoas por causa do tamanho do pênis.
Segundo o médico, entender a visão e os sentimentos do público masculino sobre a sua imagem corporal ajuda a compreender também seus reflexos na qualidade de vida e na satisfação sexual.
O trabalho inédito, que será publicado em uma revista científica, se baseia em entrevistas ancoradas em um questionários estruturados e escores validados na medicina, e envolveu 106 homens com 18 anos ou mais.
Os pesquisadores avaliaram os voluntários, recrutados via imagens de QR code expostas em locais públicos, segundo uma escala de autoestima e uma ferramenta chamada índice internacional de função erétil – que mensura o desempenho e a satisfação sexual.
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Autoimagem do pênis
A maioria dos homens que participaram do estudo acredita que seu pênis tem um tamanho médio – a média, considerada a partir de dados nacionais, foi 13 centímetros com o órgão ereto.
Mas chamou a atenção a descoberta de que mais de 20% da amostra tem vergonha de se despir na frente dos outros em função de suas dimensões penianas. Para 13% dos homens avaliados, o tamanho do genital, abaixo da média, causava ansiedade em níveis moderado a alto.
No geral, 22% dos respondentes reportaram que considerariam se submeter a algum tipo de cirurgia genital. Entre aqueles que viam seu pênis como menor que a média, 66% desejam realizar um procedimento, como aumento peniano.
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Barroso constatou, ainda, que homens que se percebiam com um órgão maior que a média também tinham notas mais altas no índice de função erétil.
“Os achados evidenciam que a autopercepção genital exerce influência direta no bem-estar psicológico e na saúde sexual masculina. E o reconhecimento dessas percepções subjetivas é essencial na prática clínica, especialmente antes da indicação de procedimentos”, comentou o urologista brasileiro.










