Vídeo: Rainhas de bateria revelam seus segredos à frente do almejado cargo
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As rainhas de bateria do Grupo Especial do Rio revelam os segredos de suas preparações e o verdadeiro significado de ostentar o cobiçado posto. Elas compartilham a paixão, a conexão com a comunidade e o preparo físico e emocional que vão muito além do samba no pé, celebrando a alma do Carnaval.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Em mais alguns dias, a Marquês de Sapucaí se torna “capital” do Brasil, onde as escolas de samba apresentam para o Brasil e o mundo histórias que relatam a vida de personagens importantes de nossa cultura, celebrando a rica diversidade em cores e ritmos. Não há como negar: em meio a tudo isso, as baterias dão show à parte. E à frente delas, as rainhas despertam atenção redobrada. Convidadas do programa semanal da coluna GENTE (disponível no canal da VEJA no Youtube, na TV Samsung Plus – canal 2059; LG – canal 126; TCL – canal 10031; e Roku – canal 221, além da versão podcast no Spotify), as doze rainhas das agremiações do grupo Especial do Rio de Janeiro respondem o que é preciso para ocupar este almejado cargo no mundo do samba e a quantas andam suas preparações às vésperas dos desfiles. Assista.
Sabrina Sato – Vila Isabel. “A minha preparação tem que ser emocional, porque gosto de ouvir a bateria, sentir o ritmo. Entender tudo, entender o espírito do enredo daquele ano, viver aquele momento. A gente entra na Avenida assim, já conectada, no meu lugar, pronta para entregar tudo no fim. O que não pode faltar para uma rainha de bateria é isso. Respiro, preparo e muito amor pela escola. Quando você tem essas três coisas juntas, ai gente, Avenida, Carnaval, faz o resto. Brilha rainha, brilha”.
Juliana Paes – Viradouro. “A preparação é estar nos ensaios, é decorar todas as marcações, as quebradas, as viradas do mestre Ciça. Uma rainha tem que ter três coisas: Gostar, amar, ser apaixonada por esse patrimônio nacional que é o samba. Tem que gostar de se jogar. Rainha que não gosta de se embolar, de suar, de se misturar com a comunidade, não é rainha de verdade. E mais importante, nunca esquecer que a protagonista é a bateria. Esse ano, especialmente, a nossa Furacão Vermelho e Branco vai celebrar o nosso mestre Ciça. Ele é o dono do jogo, o dono de tudo, e é para ele que a gente vai estar vibrando e se jogando”.
Mayara Lima – Paraíso do Tuiuti. “Para ser rainha de bateria, você precisa entender: O que quer representar? O que quer mostrar? O que quer passar para as pessoas? Esse cargo exige respeito, responsabilidade. Ele carrega a ancestralidade de muitas outras pessoas que abriram caminho para que a gente pudesse estar fazendo nosso trabalho, mostrando nosso samba no pé”.
Lorena Flor – Beija Flor de Nilópolis. “A minha preparação está sendo aos poucos, com cuidado, porque acabei de ter um filho. Rainha de bateria precisa ter conexão com a bateria, compromisso com a escola e muito amor ao pavilhão”.
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Bianca Monteiro – Portela. “Muito samba, muita energia, uma boa alimentação com nutricionista, ortomolecular, uma galera que me ajuda em minha comunidade, que me incentiva, que me ama, que faz funcionar cada vez mais o meu samba. Uma rainha tem que ter samba no pé, energia, felicidade, conexão com a sua comunidade e muito carisma, para poder levar toda essa história, toda essa ancestralidade para a Avenida”.
Vanessa Rangeli – Acadêmicos de Niterói. “Uma combinação de disciplina e sentimento, andando juntos. Tenho uma rotina bem intensa, com treino, treino de força e resistência. E, é claro, aulas de samba, meu amor. De olhar no espelho e pensar: ‘estou construindo algo de verdade’. Uma rainha de bateria precisa ter muito além do brilho e vai muito além do samba no pé. A bateria é o coração da escola. E a rainha precisa ter alma, sentir o Carnaval de verdade e, claro, preparo físico”.
Viviane Araújo – Salgueiro. “Não tem mais nenhuma preparação para eu estar aqui. A minha preparação é chegar aqui sábado, sambando a noite toda, além do ensaio de quinta-feira. Eu já estou há 20 anos no Carnaval, estou mais do que preparada. Todas as novelas que fiz, foram sempre nesse período, foi sempre na correria. Mas a gente consegue conciliar e acaba que dá tudo certo. Fico cansada, fico mais na loucura, mas, no final, dá tudo certo”.
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Fabíola de Andrade – Mocidade Independente de Padre Miguel. “Rainha tem que ter muito carisma, humildade e eu não vou falar sobre só beleza, samba… Mas sobre se entregar de corpo e alma para uma escola inteira. Tem que ter amor, humildade e respeito com a comunidade. Conforme você vai mostrando essa energia gostosa, essa vibração, esse amor, faz com que eles se sintam orgulhosos”.
Mileide Mihaile – Unidos da Tijuca. “Eu tenho ido e acompanhado muito bem os ensaios. Isso já é um ritmo muito acelerado. Muito treino, dieta e o mais importante, levando sempre muita garra, alegria, entusiasmo pra minha escola. Na minha visão, é preciso ter respeito pela escola, pela comunidade. Entender bem o tema, o samba enredo, estudar cada vez mais… Para vir representando com garra, força”.
Virgínia – Grande Rio. “Minha preparação está a todo vapor, já estou com o meu pé arregaçado. Então, oficialmente o Carnaval já começou e estou fazendo aulas, estou ensaiando, estou treinando. Estou cuidando do corpo, vendo as roupas, bem ansiosa inclusive. É meu primeiro ano sendo rainha de bateria, mas algo que já percebi é que tem que estar presente. A rainha de bateria tem que fazer presente, tem que ter sintonia com a bateria, com o mestre. E é isso que estou procurando fazer”.
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Evelyn Bastos – Estação Primeira de Mangueira. “Uma rainha de bateria precisa ter, antes de qualquer coisa, samba no pé. Precisa ser da comunidade, uma originária da sua gente, seu chão e que vive o dia a dia da escola de samba, que tem uma história 100% ligada com a agremiação”.
Iza – Imperatriz Leopoldinense. “Acho que é sobre se entregar de corpo e alma, emocionar as pessoas e respeitar o lugar onde você está. Uma rainha de bateria tem que ter disponibilidade. Não é só esse tempo de estar nos ensaios, que são sempre muito gostosos, mas um tempo de olhar para a comunidade, de saber o que eles precisam de estar lá, nas outras ocasiões, porque as pessoas vivem o Carnaval o ano inteiro. E, se elas permitiram que você estivesse lá, é porque querem que você faça parte disso”.
Sobre o programa semanal da coluna GENTE. Quando: vai ao ar toda segunda-feira. Onde assistir: No canal da VEJA no Youtube, no streaming VEJA+, na TV Samsung Plus ou no canal VEJA GENTE no Spotify, na versão podcast.










