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Como a beleza de Ethan Hawke quase impediu filme de sair do papel

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A surpreendente história por trás de “Blue Moon”: Ethan Hawke teve que esperar 12 anos para ser “menos atraente” e interpretar o compositor Lorenz Hart. O filme de Linklater mergulha na noite trágica em que Hart vê o parceiro Rodgers brilhar sozinho, marcando o fim de uma era. Uma curiosidade de bastidores que moldou o drama.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Nono filme da frutífera parceria entre Ethan Hawke e Richard Link­later, Blue Moon narra o fim decadente do compositor Lorenz Hart, mas quase não saiu do papel por um motivo inusitado: Hawke era “bonito demais” para o papel, e precisou esperar 12 anos para ficar “menos atraente”.
O caso foi contado pelo ator durante um evento do Festival de Veneza, e divertiu o público. “Ele disse, ‘Você ainda é atraente demais. Precisamos esperar até que você seja um pouco menos atraente’. Eu fiquei tipo, ‘Do que você está falando?’ E ele disse, ‘Apenas confie em mim. Vamos colocar isso na gaveta e a de poucos em poucos anos lemos novamente e vemos se estamos prontos ou não’.”, relatou Hawke.

O ator disse ainda que, quando Linklater ligou para ele para contar que o filme, enfim, sairia do papel, mandou o diretor para o inferno, com bom humor, já que isso significava que ele não era mais bonito demais. Isso porque, Hart era um homem franzino, de baixa estatura, calvo e com muito mais rugas do que as exibidas pelo astro de Holly­wood anteriormente.

Qual é a história de Blue Moon?
A noite de 31 de março de 1943 foi daquelas que definem uma vida para Lorenz Hart (Ethan Hawke). Lendário letrista da Broadway, o compositor desfrutou de 25 anos de parceria com Richard Rodgers (Andrew Scott), com quem compôs 28 musicais e clássicos como Blue Moon, que intitula o longa de Richard Link­later indicado ao Oscar. Naquela noite, Hart (1895-1943) assistira a Rodgers (1902-1979) desgarrar-se da parceria e estrear seu musical de maior sucesso, Oklahoma!, ao lado de Oscar Hammerstein II (1895-1960). Juntos, os dois revolucionaram a Broadway — enquanto Hart teve fim trágico.
Ambientado durante poucas horas de uma única noite, o longa estrelado por Hawke retrata a vida do compositor de maneira peculiar: seguindo o formato de clássicos como Meu Jantar com André (1981), do francês Louis Malle, o filme se passa quase inteiramente dentro do mesmo espaço, em um bar em Nova York para onde Hart vai afogar as mágoas depois de assistir ao novo trabalho de Rodgers.

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