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Duas verdades e uma mentira sobre William Shakespeare, retratado em ‘Hamnet’

Shakespeare e sua família em ‘Hamnet’ (Universal Pictures/Divulgação)

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“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, indicado ao Oscar, mergulha na vida íntima de Shakespeare, imaginando como a morte de seu filho afetou sua arte e família. Descubra verdades e mitos sobre o bardo: de seu casamento às pressas e o brinco que usava, à surpreendente falta de originalidade de algumas de suas obras mais famosas.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Já em cartaz nos cinemas e indicado a oito categorias do Oscar, Hamnet: A Vida Antes de Hamlet é um curioso e comovente exercício de ficção: a partir do mistério que paira sobre a vida íntima de William Shakespeare, da qual nenhum registro introspectivo restou, a trama escrita por Maggie O\’Farrell e filmada por Chloe Zhao imagina como a morte do único filho do bardo, Hamnet, pode ter afetado seu convívio familiar e seu processo artístico. Para tal, o longa leva em conta alguns poucos fatos incontestáveis e toma plena liberdade com as lacunas restantes. Ignora, por exemplo, que a esposa do escritor era oito anos mais velha que ele, mas retrata bem o provincianismo de sua cidade natal, Stratford-upon-Avon.
Confira duas verdades e uma mentira sobre o mais importante contador de histórias da humanidade:

Verdade: casamento às pressas
Assim como no filme, Shakespeare se uniu à Agnes — cujo nome pode ter sido “Anne”, segundo outros registros — quando ela já estava grávida da filha Susanna. Segundo biógrafos, o matrimônio foi anunciado só uma vez pela Diocese de Worcester, em vez das habituais três, indício de que as alianças deviam ser trocadas assim que possível.
Verdade: ele usava brinco
O adereço exibido por Paul Mescal pode parecer anacronismo moderninho, mas está no único retrato de Shakespeare feito em vida. Usar brinco era comum entre boêmios e significava o mesmo que hoje: o seu portador era mais ousado que a média.

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Mentira: sua obra era 100% original
Ainda que tenha eternizado personagens e estruturas, não é verdade que ele os tenha criado do zero. Outra peça chamada Hamlet já havia sido produzida antes da versão shakespeariana, mas se perdeu com o tempo. Romeu e Julieta vem do poema A Trágica História de Romeu e Julieta (1562), de Arthur Brooke. Sonho de uma Noite de Verão é um dos seus poucos trabalhos aparentemente originais.
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