Pesquisa descobre a idade em que homens e mulheres atingem o pico e começam a perder condicionamento físico
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Quando a perda de força e condicionamento começa? Estudo sueco de 47 anos revela que o declínio físico (sarcopenia) se inicia antes da velhice, com picos de desempenho entre 19 e 36 anos. Entenda como a atividade física retarda esse processo.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Com o envelhecimento, ganhar força ou mesmo manter o condicionamento físico se torna uma tarefa cada vez mais difícil. Pensando nisso, um estudo sueco decidiu investigar em qual momento da vida esse declínio, conhecido como sarcopenia, realmente começa — afinal, ela costuma ser associada apenas à velhice.
A pesquisa faz parte do Swedish Physical Activity and Fitness Study (SPAF), um dos estudos mais longos já realizados sobre capacidade física. Ao todo, 427 pessoas, sendo 222 homens e 205 mulheres, foram avaliadas ao longo de 47 anos, em cinco momentos da vida, aos 16, 27, 34, 52 e 63 anos.
Em cada uma das cinco avaliações presenciais, os participantes passaram por uma bateria padronizada de testes, que avaliou três domínios da capacidade física: o primeiro foi a capacidade aeróbica, definida como a aptidão do organismo para produzir energia de forma sustentada, utilizando oxigênio, durante atividades prolongadas. O segundo foi a resistência muscular, entendida como a capacidade do músculo de executar movimentos repetidos ao longo do tempo, resistindo à fadiga. Já o terceiro domínio foi a potência muscular, que corresponde à capacidade do músculo de produzir força rapidamente — ou seja, força versus velocidade.
Esses domínios foram avaliados da seguinte forma:
Capacidade aeróbica, estimada por pedaladas em cicloergômetro e, na adolescência, por um teste de corrida de nove minutos
Resistência muscular, medida pelo número máximo de repetições no teste de supino
Potência muscular, avaliada por meio do teste de salto vertical
Além das avaliações físicas, os pesquisadores coletaram informações sobre escolaridade e relatos de prática de atividade física no dia a dia, obtidos por meio de questionários simples, com respostas categóricas (como “sim” ou “não”).
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Quando ocorre o pico e quando começa a queda
Os resultados mostram que, tanto em homens quanto em mulheres, a maior parte das variáveis de desempenho físico atinge seu pico ainda na vida adulta.
Entre os homens:
A capacidade aeróbica atinge o valor mais alto por volta dos 35–36 anos
A resistência muscular também alcança seu melhor desempenho em torno dos 36 anos
Já a potência muscular, relacionada à força explosiva, atinge o pico por volta dos 27 anos
Após esse período, o declínio aparece de forma progressiva. Inicialmente, a perda é discreta — algo entre 0,3% e 0,6% ao ano —, mas a partir da meia-idade esse ritmo acelera e pode ultrapassar 2% ao ano. Aos 63 anos, a maior parte dos homens havia perdido entre 30% e 41% da capacidade física máxima — especialmente aqueles com estilo de vida sedentário.
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Nas mulheres, o processo é semelhante, mas com algumas diferenças na idade do pico e na magnitude das perdas:
A capacidade aeróbica máxima atinge o pico por volta dos 36 anos, praticamente no mesmo período observado nos homens
A resistência muscular apresenta pico aos 34 anos
Já a potência muscular atinge seu pico mais cedo que nos homens, por volta dos 19 anos
Após o pico, a perda também é progressiva e se acelera com o envelhecimento. Até os 63 anos, as mulheres apresentaram redução de cerca de 30% na capacidade aeróbica absoluta, 37% na capacidade aeróbica relativa, 32% na resistência muscular e 48% na potência muscular. Vale lembrar que, para elas, a meia-idade é marcada por mudanças hormonais como a menopausa, período marcado pela queda do estrogênio e da potência muscular.
Manter-se ativo: o melhor jeito de driblar
Um de os achados mais curiosos do estudo é como o desempenho físico vai se tornando mais diverso entre as pessoas com a idade. Aos 16 anos, os participantes eram relativamente parecidos em força e resistência. Já aos 63, alguns ainda se mantinham muito ativos, enquanto outros apresentavam perdas consideráveis.
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A capacidade aeróbica, por exemplo, se espalhou tanto que a diferença entre os mais fortes e os mais fracos ficou 25 vezes maior do que na adolescência. Outro ponto interessante é que atletas de elite também atingem o auge por volta dos 35 anos. Ou seja, o declínio deles acompanha o da população geral. Mas, aos 63 anos, eles ainda mantinham mais de 80% da capacidade máxima de resistência, bem acima da média do grupo.
Segundo os autores, isso mostra que o jeito como cada pessoa envelhece fisicamente depende de fatores ao longo da vida, como hábitos, estilo de vida e até questões biológicas.
Em outras palavras, atingir o pico da capacidade física na casa dos 30 não significa que tudo vá desandar depois. Mas os dados reforçam que a sarcopenia não surge de repente quando ficamos mais lentos ou cansados, mas se constrói aos poucos ao longo do tempo. Por isso, manter-se ativo é uma das melhores formas de preservar força e mobilidade.
“Nosso estudo mostra que a atividade física pode desacelerar o declínio do desempenho, mesmo que não seja possível impedi-lo completamente”, disse a autora principal, Maria Westerstahl, à revista Men\’s Health. “Agora vamos investigar os mecanismos que explicam por que todos atingem o pico por volta dos 35 anos”.
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