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O que motivou briga de Manoel Carlos com a TV Globo

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Manoel Carlos rompeu com a TV Globo nos anos 80 após a morte do ator Jardel Filho e discordâncias sobre os rumos de *Sol de Verão*. Ele criticou a emissora em um manifesto antes de retornar em 1991 com *Felicidade*. Atualmente, sua família move uma ação judicial contra a Globo por direitos autorais de suas obras.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Manoel Carlos, um dos principais autores de novelas da TV Globo das últimas décadas, morto neste sábado, 10, passou por um período de rompimento com a emissora na década de 1980. O imbróglio teve início em fevereiro de 1983, após a morte da Jardel Filho, um dos principais atores de Sol de Verão, novela escrita pelo autor.
“A gota d’água foi a morte de Jardel Filho, meu amigo, meu companheiro, meu irmão. Escrevi Sol de Verão especialmente para ele. Tratava-se, realmente, de uma novela biográfica de Jardel Filho. Ele morreu e eu senti muito. Havia muita dor. Propus à Globo acabar a novela em uma semana. Eles argumentaram que não seria possível. Aumentei para duas semanas. Eles reargumentaram que teria de estendê-la, pelo menos, por mais três [semanas]. Eu disse ‘não’. Não acredito quando falam que ‘o show deve continuar’. Não. Ele tem de ser interrompido quando a dor é muito forte. Tem de se respeitar a dor alheia. Não há nenhuma alegria em ver o circo pegar fogo. Temos, pelo contrário, de ajudar a apagar o incêndio”, disse Maneco em uma entrevista.

Manoel Carlos, então, deixou a novela e Lauro César Muniz, assessorado por Gianfrancesco Guarnieri, escreveu os 17 capítulos finais. Ao sair, o autor divulgou um manifesto: “Poucos protestam contra a excessiva carga horária de trabalho, a desumanização no trato pessoal, o autoritarismo à maneira de Hollywood dos anos 40, as reprises inconsequentes”.

Foi com a novela Felicidade, em 7 de outubro de 1991, que o autor e a emissora fizeram as pazes. No período em que esteve afastado, ele fez Novo Amor, Viver a Vida e Joana, na Manchete; e O Cometa, na Band. Também esteve à frente de O Magnata, novela escrita para a Capitalvision, produtora e distribuidora internacional.
Atualmente, a família de Manoel Carlos move uma ação na Justiça envolvendo pagamentos pelos direitos autorais das obras do autor. O caso corre no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e foi movido pela produtora Boa Palavra, criada pela atriz Julia Almeida, filha de Maneco.

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