DESPORTO

Dominguez, Mexer e ‎Reinildo despedem-se dos “Mambas”

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Os três capitães da Selecção Nacional de Futebol, nomeadamente , Dominguez, Mexer e Reinildo, que elevaram o nome do país no continente, anunciaram ontem o encerramento do seu ciclo histórico de participação na equipa principal, no ‎ culminar do Campeonato Africano das Nações de Marrocos (CAN-2025).

Foi um momento carregado de emoção, vivido no seio do grupo, quando os três jogadores ‎disseram que a decisão representa o fim de uma et‎apa, mas também a abertura de ‎uma porta para os mais jovens.

‎Reinildo Mandava o primeiro a tomar a palavra, assumiu a despedida como um acto de responsabilidade e ‎ amor à selecção nacional. Referência desta geração, falou não como quem sai, mas que entrega o testemunho, sublinhando a honra e o peso que é envergar a camisola ‎ dos “Mambas”.

A sua liderança, feita de exemplo, sacrifício e coragem, marcou profundamente este ciclo histórico, deixando um leg‎ado de união, ambição e ‎ compromisso que ultrapassa resultados e continuará a orientar o futuro do combinado nacional.

‎“‎ Este foi o meu último jogo. Agora é tempo de dar força aos ‎mais novos. A selecção sempre foi uma terapia para mim. O meu coração estará sempre ‎aqui”, partilhou Mexer Sitóe, depois de afirmar que a decisão tinha sido tomada anteriormente em ‎conversa com o seu colega e companheiro de longa caminhada, o Dominguez.

Adiante, deixou uma mensagem de esperança e responsabilidade: “Com esta geração vamos fazer coisas bonitas, acreditem. Eu, o ‎Reinildo e o Dominguez partimos daqui, mas a sele‎cção nacional continua. Corram ‎ sempre uns pelos outros, ainda que tenham desavenças fora do campo. Amamos todos vocês e vou sentir muita falta.”

Por sua vez , Dominguez resumiu uma vida inteira dedicada à selecção nacional numa única expressão de gratidão. Não houve discurso longo, apenas o silêncio pesado de quem deu tudo pelo país, carregou a braçadeira com honra em momentos bons e difíceis, e que naquele instante deixou falar o coração. A sua despedida foi o retrato mais puro do amor à pátria: contida, sincera e profundamente humana, capaz de tocar todo o balneário e de ficar gravada na memória de uma geração.

Por seu turno, o Selecionador Nacional, Chiquinho Conde, não escondeu a dificuldade do momento, assumindo-o como um dos mais duros da sua liderança. “Foi tudo surpreendente. Tenho conversado várias vezes com o Reinildo e fiz de tudo para que isto não acontecesse. Se eu estou aqui é porque eles também quiseram. É um golpe duro, é como perder um membro da família”, confessou.

Num discurso profundamente humano, o técnico destacou que mais do que jogadores, Dominguez, Mexer e Reinildo são homens que marcaram o grupo: “Tudo o que sei como treinador aprendi convosco. Foram sempre dignos de representar uma nação. Aos mais jovens, peço que segurem este legado, porque ainda há muito por fazer. A minha admiração por vós nunca se vai perder”.

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