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Sydney Sweeney: o desafio da atriz queridinha de Trump contra maré ruim

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A Empregada, filme estrelado por Sydney Sweeney, adapta o best-seller sobre uma trama de suspense e segredos. A produção chega aos cinemas em meio à intensa especulação sobre a atriz, que busca reverter a erosão de sua imagem após polêmicas e fracassos recentes, na esperança de reconectar com seu público.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Para trabalhar como empregada na casa dos Winchester é preciso ser jovem, inteligente e, sobretudo, loira e esbelta. Requisitos nos quais Millie, vivida por Sydney Sweeney, passa com louvor. Logo, porém, seus patrões descobrirão que a jovem possui um histórico criminal e intenções nebulosas — assim como ela notará que, de perfeita, aquela família não tem nada. O divertido jogo de gato e rato é o que transformou o livro A Empregada em sucesso que vendeu mais de 3,5 milhões de cópias. Curiosamente, tanto mistério espelha a intensa especulação em torno de sua atriz principal: seria Sydney apenas uma sex symbol à moda antiga, uma trumpista infiltrada em Hollywood ou alguém cuja reputação saiu do próprio controle? São questões que a internet debate há meses e que o lançamento quer dissipar ao chegar aos cinemas — primeiro em sessões especiais a partir desta sexta-feira, 19, depois oficialmente em 1º de janeiro.
Sem grandes dotes, mas com uma história de apelo referendada pelo best-seller, A Empregada (The Housemaid, Estados Unidos, 2025) suscita expectativas nas bilheterias: um bom resultado viria a calhar para sua estrela. Saudada no pós-pandemia como uma nova musa de Hollywood, Sydney viu seu prestígio erodir nos últimos meses. Como é comum nesses tempos estranhos das redes, a loira primeiro se viu cancelada por estar no meio do fogo cruzado das guerras culturais entre liberais e conservadores. Tudo começou em julho passado, quando Sweeney protagonizou uma campanha que celebrava seus “ótimos jeans”. Em inglês, o trocadilho entre “jeans” e “genes” fazia referência à sua pele branca, cabelos loiros e olhos azuis — o que para muitos foi visto como aceno à supremacia branca. Logo a atriz foi abraçada por Donald Trump, que festejou ao saber que ela estava registrada como republicana.

NEUTRA - A atriz: ela se arrepende de se calar diante das cobranças (Gilbert Flores/Getty Images)

Diante do alvoroço, Sydney, de 28 anos, preferiu manter-se em silêncio. Mas o estrago estava feito, e foi piorado por fator tão antigo quanto a indústria do cinema: os tropeços nas escolhas de papéis. Após a campanha dos jeans, lançou três longas modestos: Americana, Éden e Christy. Todos foram fracassos e nem chegaram aos cinemas no Brasil. Pelo último, sobre a lutadora lésbica Christy Martin, despiu-se da vaidade e até fez campanha pelo Oscar. Não convenceu.

Hoje, ela diz se arrepender do silêncio: “Percebo que dizer nada apenas aumentou a divisão que nos assola”, declarou semanas atrás. Feito o mea-culpa, ela não toca mais no tema enquanto promove A Empregada. Suas esperanças persistem: em 2026, outra temporada de Euphoria, sucesso que a projetou na HBO, será a chance de reconexão com sua base original de fãs. O desafio da estrela não é pequeno.
Publicado em VEJA de 19 de dezembro de 2025, edição nº 2975

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