Maus tratos a pessoas com deficiência em instituições: investigador defende que o caminho é desinstitucionalizar
S. viu a medicação trocada sem aviso, perguntou a razão, mas fazê-lo é visto como doença. Teve de a tomar. L. foi deixado na cama durante mais de meia hora, sem fralda, para fazer as necessidades. Depois desse período, limparam a cama, com ele no mesmo sítio, mas o cheiro “ficou impregnado” no seu corpo. Para o médico, M. estava demasiado lúcida, por isso aumentava-lhe a medicação “para que não houvesse diálogo”. Estes são alguns dos exemplos portugueses contidos num relatório da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA), publicado esta semana, que revelou negligência, abuso e violência em instituições que acolhem pessoas com deficiência na União Europeia, incluindo em Portugal.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










