CIÊNCIA

Ataque russo faz três mortos na mesma noite que Ucrânia atinge dois petroleiros no Mar Negro

Kiev atingiu dois petroleiros no Mar Negro, que terão ficado “fora de serviço”, bem como uma refinaria em Afipsky, na região de Krasnodar, no sul da Rússia, na mesma noite em que morreram três pessoas num ataque de Moscovo a instalações eléctricas na Ucrânia. O ataque russo deixou 600 mil casas sem electricidade em Kiev e outras cinco regiões.Os dois petroleiros fariam parte da “frota sombra” da Rússia e foram atingidos pela Ucrânia através de um ataque com drones marítimos no Mar Negro, avançou este sábado, 29 de Novembro, um responsável dos Serviços de Segurança da Ucrânia (SBU), sem especificar quando ocorreu o ataque. “O vídeo mostra que, depois de atingidos, ambos os petroleiros sofreram danos críticos e ficaram efectivamente fora de serviço. Este será um golpe significativo ao transporte de petróleo russo”, acrescenta a mesma fonte.A operação conjunta foi conduzida pelo SBU e pela marinha ucraniana, afirmou o responsável, citado pela Reuters sob anonimato.Durante a noite de 28 para 29 de Novembro, detritos de um drone provocaram um incêndio na refinaria de petróleo de Afipsky, na região de Krasnodar, no sul da Rússia. O fogo foi extinto e alguns equipamentos nas instalações foram danificados, mas ninguém ficou ferido, segundo as autoridades regionais russas.O Ministério da Defesa russo afirmou que unidades de defesa aérea interceptaram e destruíram 103 drones ucranianos durante a noite em várias regiões, incluindo 11 que sobrevoavam Krasnodar.As Forças Armadas da Ucrânia confirmaram o ataque nocturno à refinaria de Afipsky, bem como à fábrica de aviação militar Beriev, na região de Rostov. Numa declaração nas redes sociais, os militares ucranianos afirmaram ter registado explosões e um incêndio na refinaria.Ataque russo faz três mortosUm vasto ataque nocturno russo matou três pessoas e feriu quase 30 na Ucrânia, avançaram as autoridades ucranianas este sábado, 29 de Novembro. Mais de 600 mil habitações terão ficado sem electricidade após ataques à rede energética, numa altura em que os EUA tentam mediar negociações de paz entre os dois países.O Ministério da Energia da Ucrânia afirmou que o ataque russo atingiu instalações eléctricas em Kiev e noutras cinco regiões ucranianas. Mais de 500 mil das residências que ficaram sem electricidade situam-se na capital. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, avançou que a Rússia lançou cerca de 36 mísseis e quase 600 drones no ataque.”Enquanto todos discutem pontos de planos de paz, a Rússia continua a seguir o seu ‘plano de guerra’ de dois pontos: matar e destruir”, escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, na mesma manhã em que os residentes de Kiev avaliavam os estragos provocados pela ofensiva russa.Moscovo tem conduzido bombardeamentos de grande escala contra a infra-estrutura energética ucraniana desde 2022, mas a mais recente campanha, neste Outono, colocou várias cidades ucranianas, como Kiev, numa situação difícil, com muitos lares a terem apenas oito horas de electricidade em alguns dos piores dias de apagões.O estrondo ensurdecedor dos geradores e o cheiro a gasóleo enchem agora as avenidas da capital ucraniana, e as pessoas usam lanternas à noite, já que a iluminação pública está muitas vezes desligada.A Ucrânia tem estado a negociar com os Estados Unidos os termos de um acordo de paz que Washington procura intermediar entre Kiev e Moscovo para pôr fim à invasão russa, que já dura há quase quatro anos.Uma delegação ucraniana liderada pelo secretário do Conselho de Segurança, Rustem Umerov, estará a caminho dos Estados Unidos para prosseguir as negociações sobre um acordo para pôr fim à guerra da Rússia, avançou Zelensky este sábado, acrescentando que o objectivo é que os resultados das reuniões anteriores com os EUA, em Genebra, sejam “consolidados” no domingo, 30 de Novembro.Kiev rejeitou inicialmente algumas das condições defendidas pelos EUA, já que a Ucrânia não está disposta a abdicar de regiões que actualmente controla ou condicionar a sua capacidade futura de aderir a alianças, tendo depois havido lugar a alterações às referidas condições.

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