Rise & Vibe: festas matinais em Lisboa para unir bem-estar e música
Às quintas-feiras, sextas e sábados a vida nocturna pulsa com mais força em Lisboa. A saída à noite é clássica. Há álcool, dança e muita música. No Rise & Vibe, as coisas são um pouco diferentes. A festa começa às 10h da manhã e os copos contêm batidos de fruta e energy shots. A próxima festa da manhã acontecerá no próximo sábado, dia 29 de Novembro, na Praça do Beato, em Lisboa. Custa 50 euros e tem o propósito de unir a comunidade, o bem-estar e a música.“As pessoas, e especialmente muitos jovens, preocupam-se cada vez mais com a saúde, com as horas de sono, já não querem estar de ressaca no dia a seguir e perder o dia todo”, acredita Joana Lopes, fundadora da Rise & Vibe, ao PÚBLICO. A festa de manhã é a maneira de dar às pessoas “a mesma sensação de festa, mas sem culpa”, descreve. O conceito de festa de manhã e das raves de dia popularizou-se nos EUA com o Daybreaker, em 2013. O evento nasceu como uma festa matinal que recusava o álcool e promovia actividades de bem-estar como ioga e alongamentos. Poucos meses antes, no mesmo ano, Londres já acordava com as morning raves acompanhadas de sumos naturais.Em Portugal, o conceito chegou pelas mãos de Joana Lopes e veio da vontade pessoal de encontrar o que fazer fora das horas do trabalho. “O que me moveu foi criar experiências sempre durante o dia, porque estava cansada de noite”, conta a criadora, que trocou a vida corporativa pelos eventos de bem-estar.
Evento é pet friendly e está pronto para receber os mais pequenos
DR
Começou com as práticas de bem-estar, depois com o mercado, com a música, e, portanto, o “começar logo pela manhã esteve no ADN”, explica Joana Lopes, que também fundou o Nomad Souk, movimento cultural que combina o bem-estar com a música e um mercado de marcas portuguesas.A abrir a manhã, há “Freaking Hot”, a sessão que combina música e exercício físico, com a criadora de conteúdos digitais Yolanda Tati. Depois, ainda há sessão de meditação e activação por Becky Hicks com Magupi e a estreia de Jérôme Mathew, que traz sunshine groove, o estilo musical que mistura géneros como samba, jazz e house. Segundo a responsável, o feedback do público tem sido “muito positivo”, com um número de participantes a rondar os 200 e 350, dependendo da dimensão dos espaços em que o evento é realizado.Neste, há uma política de zero álcool e o incentivo à alimentação. Porquê? “Porque, normalmente, quando acordamos e nos levantamos de manhã não vamos propriamente beber vodca”, responde Joana Lopes, sublinhando que este é um modo de diversão “sem excessos”.Então, batidos de fruta e vegetais, cacau, bebidas anti-inflamatórias como golden milk (preparada com leite vegetal ou animal e especiarias como gengibre, canela, pimenta e açafrão) são as opções no cardápio.
Texto editado por Bárbara Wong










