O <em>chip</em> que quer tornar os <em>smartphones</em> topos de gama mais acessíveis
Quando lançou o Snapdragon 8 Elite Gen 5, a Qualcomm explicou que a família passaria a dividir-se em dois ramos: um pensado para quem exige o máximo e outro destinado a quem procura um topo de gama mais equilibrado no preço. É neste segundo ramo que entra o novo 8 Gen 5. A marca norte-americana quer alargar o acesso às funcionalidades mais avançadas, mesmo que isso implique, nalguns casos, reduzir ligeiramente a velocidade.O que mudou realmenteEm relação ao Snapdragon 8 Gen 3, lançado em 2023, o salto é claro, com ganhos significativos no desempenho do processador principal, melhorias na parte gráfica e maior eficiência energética. No entanto, a comparação mais honesta faz-se com o recente 8 Elite Gen 5, que partilha a mesma arquitectura Oryon, mas corre a velocidades mais altas. No novo modelo, as frequências são mais moderadas, o que no papel significa menor rapidez, embora reste perceber se, no uso diário, o utilizador notará alguma diferença ao abrir aplicações, navegar em redes sociais ou editar vídeos curtos.Existem outras áreas onde a Qualcomm fez cortes para baixar custos. O modem X80, encarregado das ligações à rede móvel, atinge velocidades máximas em 5G um pouco inferiores às do modelo Elite. A unidade gráfica Adreno e o motor de inteligência artificial Hexagon NPU também trabalham com parâmetros mais conservadores, embora a fabricante não detalhe a dimensão exacta dessas reduções. Além disso, o chip não suporta o armazenamento UFS 4.1, o mais rápido disponível, uma limitação que poderá notar-se ao lidar com ficheiros muito pesados.
O que ficou igualApesar destes compromissos, a Qualcomm manteve praticamente intactas as funções que mais influenciam a experiência de quem usa o telemóvel todos os dias. As ligações Bluetooth e Wi-Fi permanecem iguais às da versão Elite, tal como o suporte para comunicações por satélite e a tecnologia de banda ultralarga. As capacidades de carregamento da bateria também não mudam, e o mesmo acontece com a compatibilidade para ecrãs de alta-definição e com a maioria das opções avançadas de fotografia. Na prática, o utilizador continuará a encontrar aqui a mesma versatilidade multimédia dos modelos mais caros.A Qualcomm confirma que várias marcas já se comprometeram a utilizar o novo processador nas próximas gerações de smartphones. Motorola, OnePlus e Vivo deverão ser das primeiras a apresentar modelos equipados com o Snapdragon 8 Gen 5, num movimento que pode ajudar a democratizar o acesso a características de topo num mercado cada vez mais competitivo.










