CIÊNCIA

Morreu Paul Costelloe, o irlandês que se tornou designer pessoal da princesa Diana

Morreu o criador de moda irlandês Paul Costelloe, designer pessoal da princesa Diana. O criativo de 80 anos, que nas últimas quatro décadas se tornou uma figura constante na Semana da Moda de Londres, morreu em casa rodeado pela mulher e os filhos, informou a família num comunicado divulgado neste sábado.Costelloe foi nomeado estilista pessoal de Diana em 1983, pouco depois de criar a sua própria marca, Paul Costelloe Collections. A colaboração entre os dois continuou até à morte da princesa, num acidente de automóvel em Paris, a 31 de Agosto de 1997.Durante quatro décadas, Costelloe liderou o desenvolvimento de todas as suas colecções a partir do atelier no centro de Londres. Aliás, foi convidado a apresentar na Semana da Moda de Londres logo no seu ano inaugural, em 1984, e, em Setembro passado, esteve lá a mostrar as suas últimas criações para a Primavera/Verão do próximo ano.Paul Costelloe “morreu pacificamente”, “rodeado pela mulher [Anne Cooper] e os sete filhos”, em Londres, após uma “doença breve”, informou a família no comunicado citado pela BBC.“Paul teve uma vida notável como figura de destaque na moda e nos negócios irlandeses, britânicos e internacionais durante décadas. Construiu um negócio de enorme sucesso através do seu incrível talento, disciplina e compromisso inabalável com a qualidade”, afirmou o vice-primeiro-ministro da Irlanda, Simon Harris, em comunicado.


Paul Costelloe na Semana da Moda de Londres em 2005
Paul Hackett/Reuters

O British Fashion Council, que organiza a Semana da Moda de Londres, também já reagiu à morte do designer “muito amado” na história da moda britânica. “As suas colecções irradiavam consistentemente uma energia e um estilo que celebravam a alegria, a elegância e a arte de se vestir bem para qualquer ocasião”, declara o organismo na nota de imprensa, acrescentando que “a sua criatividade, cordialidade e visão deixarão uma profunda saudade”.Visuais icónicosCostelloe nasceu em Dublin em 1945, onde inicialmente estudou antes de se mudar para a conceituada Chambre Syndicale de la Haute Couture, em Paris. Mas foi depois noutra capital da moda, Milão, que teve o seu primeiro trabalho: designer dos armazéns de luxo La Rinascente.“Um irlandês alto e um pouco desengonçado, Costelloe tinha o charme natural dos seus compatriotas, com um brilho constante nos olhos, como se mal pudesse esperar para contar uma piada — ou partilhar uma gargalhada”, descreve a revista de moda Women’s Wear Daily.Passou algum tempo em Nova Iorque, onde criou a sua própria marca, antes de se fixar em Londres, onde a parceria com a princesa Diana floresceu, depois de uma das “aias” da nora de Isabel II ter descobertos os trabalhos de Costelloe. É a ele que se atribuem alguns dos visuais mais icónicos da princesa de Gales — enquanto foi casada com Carlos e usava sobretudo criadores britânicos — como os fatos às bolinhas ou os casacos de ombros estruturados, feitos muitas vezes com materiais irlandeses, como linho ou a lã.Costelloe é conhecido também por ter assinado as fardas da British Airways em 1992 e 2004, além de ter desenhado o fardamento da equipa olímpica irlandesa para os Jogos de Atenas, em 2004.Apesar de ser um embaixador do seu país, chegou a criticar as irlandesas pela sua forma de vestir. “As mulheres irlandesas têm dificuldade com o estilo porque não faz parte da sua natureza, como as italianas”, declarou em 1998 numa entrevista à televisão nacional RTÉ, corrigindo-se recentemente elogiando como tinham adoptado um “estilo europeu” desde então.


Paul Costelloe fotografado em 2023
Hollie Adams/Reuters

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