CIÊNCIA

Montenegro diz que aumento permanente das pensões só com economia a crescer mais

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, garante que também quer “aumentar de forma permanente as pensões mais baixas, como querem, por exemplo, os partidos da oposição”. Contudo, o chefe do executivo volta a defender que essa vontade depende de um crescimento económico do país que seja “permanente” e “a um ritmo maior”​​ do que o actual.Luís Montenegro falou aos jornalistas à margem da cerimónia de entrega do estatuto PME Excelência pelo IAPMEI, que decorreu nesta quinta-feira no Multi-usos de Guimarães, ao mesmo tempo em que estavam a ser votadas na Assembleia da República as propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2026 — e quase no preciso momento em que a proposta do PS para um aumento permanente das pensões foi chumbada com os votos contra do PSD, CDS, IL e do Chega. O aumento será extraordinário, como proposto pelo Governo, mas dependente de as contas públicas o permitirem.“Eu também quero aumentar de forma permanente as pensões mais baixas, como querem, por exemplo, os partidos da oposição. Eu não quero eternizar aumentos extraordinários de pensões apenas nos anos em que temos folga orçamental”, destacou o primeiro-ministro em declarações transmitidas pela RTP Notícias. “Mas, para isso”, alertou, “o país tem de crescer também de forma permanente a um ritmo maior do que cresce agora”.“Criar riqueza para combater a pobreza”Antes, o chefe do executivo respondeu a perguntas dos jornalistas sobre as negociações com os sindicatos​ a propósito das alterações à legislação laboral — “umas medidas agradarão mais a uns e outras medidas agradarão mais a outros” —, e garantiu que o Governo não tem “nenhuma intenção de estar a prejudicar direitos dos trabalhadores”.“Nós queremos que, como um todo, a legislação laboral seja suficientemente flexível para estimular o crescimento económico, para favorecer a produtividade e a competitividade da nossa economia e, com isso, favorecer naturalmente a estabilidade da relação de trabalho, mas também o aumento dos salários e a capacidade de a economia gerar a riqueza que nos permita a sustentabilidade e a preservação dos próprios postos de trabalho”, especificou Luís Montenegro.O primeiro-ministro, que destacou que o Governo está a sentar-se à mesa das negociações com os sindicatos, entende que “se há altura em que podemos olhar para esta evolução, é exactamente agora” e “não numa altura de dificuldade, em que as pessoas estão sob pressão, onde há uma grande taxa de desemprego, onde há restrições, onde há muitos impostos”.A intenção de Luís Montenegro é estimular um crescimento da economia de “3%, 3,5%, 4%”. “Aquilo que move o Governo é construirmos um futuro, um país, que seja capaz de ter uma taxa de crescimento económico superior a 3%, de preferência mais próximo dos 4% do que dos 3%, durante muitos anos”, destacou, defendendo que esse será “o alicerce de um nível salarial muito mais elevado do que aquilo temos hoje, de menos impostos sobre os rendimentos do trabalho e de termos um sistema de educação, saúde, mobilidade, um regime público de oferta de habitação sustentável”.“Precisamos de criar essa riqueza para combater a pobreza que temos em Portugal, para que os jovens portugueses não tenham de ir trabalhar para o estrangeiro, para aumentar as pensões, em particular as pensões mais baixas”, concluiu.​

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