CIÊNCIA

Trump pede a republicanos que votem pela divulgação dos ficheiros de Epstein

Donald Trump pediu, neste domingo, 16 de Novembro, que os republicanos votassem a favor da divulgação pública dos ficheiros relacionados com a investigação, conduzida pelo Departamento de Justiça, sobre Jeffrey Epstein. “Não temos nada a esconder”, escreveu na sua rede social Truth Social.Os comentários do Presidente dos EUA surgem poucas horas depois de Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes, ter feito declarações semelhantes, no programa Fox News Sunday. “Eles [os democratas] estão a fazer isto para perseguir o Presidente Trump com esta teoria de que ele tem algo a ver com aquilo [caso Epstein]. Ele não tem. O Epstein é todo o jogo que têm, então vamos tirar essa arma das suas mãos”, referindo-se à divulgação dos documentos.Na mesma linha de pensamento, Trump urgiu os republicanos a votarem a favor da divulgação dos documentos: “Não temos nada a esconder, é altura de ultrapassarmos este embuste dos democratas perpetrado pelos lunáticos da extrema-esquerda de forma a desviar a atenção do grande sucesso do Partido Republicano, inclusive a nossa vitória recente no shutdown democrata”.”O Departamento de Justiça já entregou ao público dezenas de milhares de páginas sobre Epstein e está a investigar várias figuras democratas (Bill Clinton, Reid Hoffman, Larry Summers, etc) e a sua relação com Epstein”, continuou, referindo-se ao pedido que fez na sexta-feira e para o qual a procuradora-geral, Pam Bondi, já nomeou Jay Clayton para conduzir a investigação.”O Comité de Fiscalização da Câmara dos Representantes pode ter tudo a que tem direito legalmente, NÃO ME IMPORTO! Só quero que os republicanos voltem ao que interessa, que é a economia”, diz Trump, como forma de começar uma grande lista de prioridades e elogios à sua governação. O Presidente dos EUA sublinha que prefere que os republicanos virem a atenção para “a acessibilidade financeira (onde estamos a ganhar MUITO), a nossa vitória na redução da inflação (…) baixando preços para o povo americano, proporcionando cortes históricos nos impostos, ganhando um trilião de dólares em investimentos na América, a reconstrução das Forças Armadas, a segurança das nossas fronteiras, a deportação de criminosos alienígenas ilegais [referindo-se aos imigrantes], o fim da participação de homens em desportos femininos, o fim do ser transgénero para todos.”O republicano refere ainda que “ninguém queria saber de Epstein quando ele estava vivo” e que se os democratas tivessem realmente alguma prova contra Trump a teriam divulgado antes “da nossa vitória esmagadora nas eleições”.O Presidente dos EUA tem vivido, nos últimos tempos, um capítulo intenso da novela Jeffrey Epstein. Na semana passada, foram divulgados, no Congresso, e-mails de Epstein que sugeriam que Trump tinha conhecimento sobre os seus abusos sexuais. Numa das provas reveladas pelos membros democratas do Comité de Fiscalização, um e-mail de 2019 do abusador sexual em série, lia-se: “É claro que ele [Trump] sabia das miúdas, porque pediu a Ghislaine [ex-companheira de Epstein] para parar”.A Casa Branca apressou-se a dizer que os democratas mostraram excertos selectivos para criar uma narrativa falsa e Donald Trump virou as acusações para Bill Clinton, Reid Hoffman, fundador do LinkedIn, e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers.Jeffrey Epstein, antigo gestor e membro activo da elite nova-iorquina, foi encontrado morto a 10 de Agosto de 2019 na sua cela, onde aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. As suas ligações a altas figuras políticas e da sociedade mediática norte-americana têm sido alvo de escrutínio.

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