Primeiro-ministro polaco fala em “acto de sabotagem sem precedentes” após explosão em linha ferroviária
A explosão que destruiu uma via férrea na ligação Varsóvia–Lublin constitui “um acto de sabotagem sem precedentes, dirigido à segurança do Estado polaco e dos seus cidadãos”, afirmou esta segunda-feira, 17 de Novembro, o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk.Tusk já tinha dito, no domingo, que a explosão resultara de um acto de sabotagem. O incidente, segundo escreve o The Guardian, foi comunicado na manhã de domingo, depois de um maquinista de um comboio regional de passageiros ter detectado a falta de uma secção da linha férrea, o que desencadeou uma investigação às causas dos danos.O primeiro-ministro polaco recorreu ao X para avançar que há uma investigação em curso e que “como casos anteriores deste género, vamos apanhar os autores, independentemente de quem sejam os seus apoiantes”, sublinhando que a linha Varsóvia-Lublin é “de importância crucial para entregar ajuda à Ucrânia”.
Blowing up the rail track on the Warsaw-Lublin route is an unprecedented act of sabotage targeting directly the security of the Polish state and its civilians. This route is also crucially important for delivering aid to Ukraine. We will catch the perpetrators, whoever they are.— Donald Tusk (@donaldtusk) November 17, 2025
Adiantou, ainda, que foi reportado um outro incidente na mesma linha, a Este, que envolveu um comboio que transportava 475 passageiros perto de Pulawy.Num vídeo partilhado na mesma rede social, Tusk diz que a explosão “muito provavelmente pretendia rebentar o comboio na linha” e considerou-a “uma tentativa de destabilizar e destruir a infra-estrutura, que poderia ter acabo num desastre”.O caso aumenta as preocupações na Polónia, que continua em alerta máximo perante ameaças híbridas persistentes da Rússia e da Bielorrússia, depois de mais de 20 drones terem entrado no espaço aéreo polaco em Setembro, levando a uma resposta da NATO.Em Outubro, a Polónia já tinha confirmado que foram detidas oito pessoas por suspeitas de sabotagem por ordem russa. No mesmo mês, ministro da Defesa polaco denunciou incidentes entre caças polacos e aeronaves de reconhecimento russas sobre o mar Báltico.No início de Novembro, a Polónia anunciou que pretende construir o seu próprio sistema anti-drones, que espera que esteja operacional em dois anos. Cezary Tomczyk, vice-ministro da Defesa, disse que iria anunciar, ainda este mês, vários investimentos em tecnologia de detecção e neutralização destas ameaças aéreas. Estas serão algumas das primeiras medidas que a Polónia assume por conta própria contra as ameaças russas, não esperando pela iniciativa da UE.A Rússia negou sempre que os incidentes tenham sido deliberados e que não passam de “paranóia” e ódio primitivo” da Europa Ocidental contra os russos.










