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Desinformação: falsos candidatos imigrantes e novo recorde para os conteúdos de IA

Uma narrativa falsa que atribuía aos partidos portugueses a apresentação de três imigrantes “indianos e muçulmanos” como candidatos às eleições autárquicas foi identificada pelo Observatório Europeu dos Media Digitais (EDMO) no relatório mensal divulgado, nesta segunda-feira, 17 de Novembro.Durante o mês de Outubro, o EDMO destaca, no caso português, uma narrativa em que os partidos de esquerda apresentavam três imigrantes “indianos e muçulmanos” como candidatos nas eleições autárquicas de 12 de Outubro. Os supostos candidatos pelo Partido Socialista (PS), Livre e Bloco de Esquerda (BE) faziam parte de uma narrativa desinformativa, que na realidade já tinha circulado nas redes sociais durante as eleições legislativas.Ao Polígrafo, os três partidos confirmaram que os três indivíduos indicados nas publicações online não eram candidatos de qualquer um destes partidos.Além disso, no mês passado, a desinformação gerada por Inteligência Artificial (IA) atingiu um novo recorde, representando 12% do total dos conteúdos desinformativos identificados pelo observatório.Dos 1722 artigos de verificação de factos identificados em Outubro, 210 (12%) abordaram o uso desta tecnologia na produção de desinformação, enquanto no mês de Setembro a percentagem de notícias falsas que utilizam conteúdo gerado por IA correspondia a 10% (145) do total. “Com o lançamento de vários softwares geradores de IA ao longo do ano, a proporção de conteúdo desinformativo e enganoso gerado por IA aumentou”, refere o observatório, prevendo que este aumente ainda mais no futuro.Entre os principais temas abordados na desinformação criada por IA, o observatório realça o assalto ao Museu do Louvre, em Paris, o furacão Melissa ou a guerra na Ucrânia.Do ponto de vista europeu, as 32 organizações que integram a rede de verificação de factos do EDMO identificaram em Outubro um total de 1722 artigos, dos quais 132 (8%) centram-se em desinformação relacionada com a imigração e 114 (7%) na crise em Gaza.Além destes, 101 artigos (6%) reflectiam desinformação sobre a guerra na Ucrânia, 94 (6%) desinformação relacionada com União Europeia (UE), 74 (4%) referiam conteúdo desinformativo sobre as alterações climáticas, 40 (2%) centravam-se em desinformação sobre a covid-19 e 26 (2%) relacionavam-se com questões LBGT e de género.”Em Outubro, as notícias falsas relacionadas com a imigração aumentaram um ponto percentual, enquanto a percentagem de desinformação sobre a crise em Gaza aumentou dois pontos percentuais”, refere o documento do EDMO.O observatório aponta que a desinformação sobre a guerra na Ucrânia diminui três pontos percentuais em Outubro, face ao mês de Setembro.

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