CIÊNCIA

PJ detém em Lisboa um dos maiores traficantes do Brasil, ligado ao PCC

A Polícia Judiciária (PJ) deteve em Lisboa um homem e uma mulher com mandados de detenção internacional, emitidos pelo Brasil, por crimes de associação criminosa, corrupção e branqueamento de capitais. Segundo noticiam o Jornal de Notícias e o Correio da Manhã este domingo, um dos detidos é Ygor Daniel Zago, conhecido pela alcunha de “Hulk”, que é considerado pelas autoridades locais como um dos maiores traficantes do Brasil.”Exportaria cocaína e terá estreitas ligações com a cúpula dirigente do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas brasileiras. Condenado a 29 anos, conseguiu aguardar uma decisão final em liberdade e montar um outro negócio: o negócio milionário do combustível adulterado com metanol”, escreve o JN. Terá chegado a Portugal em Maio, tendo ficado na mira da PJ.Num comunicado divulgado no sábado, a PJ detalha que o homem, de 44 anos, e mulher, de 40 anos, foram localizados e detidos na zona de Lisboa e são suspeitos de pertencerem a uma organização criminosa envolvida no “comércio de combustível adulterado com metanol, corrupção de funcionários públicos e ocultação de bens e fundos derivados dessas actividades ilícitas”.A descoberta da operação desta organização criminosa aconteceu “em 2023, a partir de uma apreensão de 30 mil litros de metanol”, explica a Judiciária. “A organização criminosa operava de forma organizada e estruturada, com uma clara divisão de funções, sendo que à frente da organização estava um dos elementos agora detido, responsável por tomar decisões relativas a todas as actividades da organização, emitir ordens aos subordinados e gerir os recursos financeiros do grupo criminoso.”


Na conta bancária do outro detido foram detectados fundos ilícitos da organização criminosa, auxiliando assim na ocultação de bens e valores.A PJ também apurou também a titularidade de vários veículos de luxo, utilizados por outros membros da organização.Os detidos vão ser presentes ao Tribunal da Relação de Lisboa para aplicação de medida de coacção. Por estes factos, poderão vir a ser condenadas a uma pena de 12 anos de prisão, diz ainda a PJ.

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