PANGEA CULTURAL

Pior da semana: ‘Poderosas do Cerrado’ escancara a elite goiana

Roseli Tavares, Thaily Semensato, Layla Monteiro, Cristal Lobo, Andréa Mota e Tana Lobo são as ‘Poderosas do Cerrado’ (Maurício Fidalgo/Divulgação)

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Jóias reluzentes, sapatos que brilham mais do que o sol do cerrado, bolsas de luxo, personal stylist e até um ferro de marcar gado. Se fosse preciso resumir Poderosas do Cerrado, novo documentário do Globoplay, bastaria esse inventário, que é coroado pelo desabafo “nunca me conformei com a mediocridade”. Um universo tão distante do cotidiano da maioria dos brasileiros que beira a ficção de gosto duvidoso.
Com cenas envolvidas pelo couro característico, a série acompanha a rotina de seis mulheres milionárias que representam, sem qualquer pudor, o estereótipo da elite goiana. Entre elas, a pecuarista Roseli Tavares; as irmãs Cristal e Tana Lobo; as empresárias Andréa Mota – viúva do cantor sertanejo Leandro – e Thaily Semensato; e a influenciadora Layla Monteiro.

Num clima de descontração quase ensaiada, o primeiro episódio apresenta cada uma das “poderosas” enquanto mostra os bastidores de suas vidas. Para algumas, riqueza é sinônimo de respeito: “ser uma mulher acima de tudo respeitada”. Para outras, o drama está na “pressão de estar sempre bem arrumada”. Tudo isso embalado para um público que, ao fim de um dia exaustivo – ou de uma rara folga -, se depara com o retrato de uma elite distante da realidade.

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