Um mês depois: outro cessar-fogo que não é um plano de paz
Faz um mês desde que uma trégua que foi apresentada como acordo de paz, mas que, na prática, não passa de um cessar-fogo, entrou em vigor. Para todos os efeitos, até aqui só temos o mais do mesmo dos últimos dois anos: o calar das armas (parcial e, eventualmente, limitado no tempo), entrada de ajuda humanitária (em quantidades insuficientes e ainda instrumentalizada para fins estratégicos e militares) e a troca de reféns por prisioneiros (tanto vivos quanto mortos, mas não os que têm relevância política e aglutinadora). Mais, temos a repetição de um padrão histórico no que diz respeito ao processo negocial: a falta de horizonte político para o futuro da Palestina e o apagamento e desumanização dos palestinianos, que não são chamados a opinar sobre o seu próprio destino. A história nos mostra que não é uma fórmula que tende a ser promissora.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.









