MUNDO

Hamas condena ataque israelita contra mesquita na Cisjordânia


“A queima da Mesquita Hajja Hamida, localizada entre Kafr Haris e Deir Istiya, na província de Salfit, é um ataque brutal e um insulto aos sentimentos dos muçulmanos e à liberdade de culto”, condenou o grupo islamita palestiniano em comunicado, acusando Israel de apoiar os autores do ataque.

“O aumento dos crimes terroristas cometidos por colonos contra o nosso povo e os nossos locais sagrados ocorre com o total patrocínio do Governo fascista de ocupação”, acrescentou o movimento considerado terrorista pela União Europeia e Estados Unidos, apelando à comunidade internacional para que pressione Israel a pôr termo a tais ações, que “violam o direito internacional”.
Segundo autoridades locais, os colonos incendiaram o interior da mesquita e escreveram nas paredes ‘slogans’ racistas, antes de fugirem do local.
O ataque ocorre no contexto de uma onda de violência crescente na Cisjordânia, intensificada em outubro com o início da colheita da azeitona, período em que são frequentes confrontos entre colonos e agricultores palestinianos.
Em resposta à escalada, o comandante da Brigada do Norte da Cisjordânia, Ariel Gonen, alertou, numa carta às tropas, que “um grupo de criminosos e anarquistas está a fazer justiça pelas próprias mãos”, considerando o fenómeno “grave, perigoso e intolerável”.
Na quarta-feira, o chefe do Estado-Maior israelita, Eyal Zamir, reconheceu estar consciente da multiplicação destes ataques e garantiu que o Exército “agirá com firmeza até que a justiça seja feita”.
“Estes atos contradizem os nossos valores, ultrapassam limites inaceitáveis e desviam as forças da sua missão principal: defender as comunidades e conduzir operações”, afirmou Zamir.
A tensão na Cisjordânia ocupada agravou-se nos últimos meses, com um aumento das ações de colonos israelitas e confrontos regulares com civis palestinianos e forças de segurança, num cenário de instabilidade crescente desde o início do conflito em Gaza.
Leia Também: Israel detém cerca de 40 suspeitos de pertencerem ao Hamas na Cisjordânia

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