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A língua portuguesa é o mais amplo e inamovível monumento legado pelo colonialismo

Hoje, 50 anos decorridos sobre a independência de Angola, impõe-se uma reflexão profunda sobre todo o processo histórico da fundação de Angola pela língua portuguesa, cujo começo se situa no século XVI, com o baptismo de Mvemba-a-Nzinga (1456-1542/1543), manicongo do reino do Congo entre 1506 e 1543. Com a mudança do seu nome para Dom Afonso I, começava a lusitanização do pensamento africano que se estenderia, no século XX, até aos confins do Leste, Sul e Sudoeste do território. O que temos de reflectir é sobre como a imersão da língua portuguesa neste território que hoje se chama Angola constituiu a antropogénese da angolanidade. O que devemos pensar é como é que o pluricentrismo da língua portuguesa fundou a utopia da Nação Angolana, uma amálgama de povos e nações. A influência atomizadora da mundialização, iniciada há cerca de 500 anos, com aquele encontro de civilizações, matizou no espaço geográfico do Estado de Angola uma herança cultural linguística – o português – que adquiriu o estatuto de língua nacional, em detrimento das autóctones – umbundo, kimbundo, kikongo, tshokwe, nyaneka , nganguela, fiote, kwanyama, muhumbi, luvale.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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