O eventual regresso de Pedro Passos Coelho e o sebastianismo português
Periodicamente, são publicadas notícias sobre intervenções de Pedro Passos Coelho. É normal. Foi primeiro-ministro e, a cada vez que intervém no espaço público, as suas palavras são sempre notícia. Mesmo que o seu discurso fosse vazio de conteúdo seria reproduzido pelos jornalistas, já que a sua voz tem peso institucional, pelo cargo que ocupou. Mas a verdade é que as palavras de Pedro Passos Coelho têm sido tudo menos vazias. Como o jornalista Filipe Santa-Bárbara analisou no PÚBLICO, o antigo líder do PSD tem, de forma sistemática, feito afirmações fortes e até críticas sobre a evolução da governação do país. A mais recente intervenção de Pedro Passos Coelho, a 31 de Outubro, foi mesmo muitíssimo crítica para com a governação de Luís Montenegro. Pedindo que o Governo avance com reformas, Pedro Passos Coelho defendeu que “chegou o fim das margens de manobra que permitem ir adiando decisões importantes”, alertou para que “já não vale a pena haver mais cálculos eleitorais” e afirmou que não se deve “perder tempo com preocupações distributivas”, sublinhando que “não chega” distribuir “um prémio aos reformados, a um ou outro sector da sociedade portuguesa”, e “fazer algumas habilidades orçamentais para salvar o ano”.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










