CIÊNCIA

Elena Rybakina esteve imbatível em Riade

Foi uma semana mais que perfeita para Elena Rybakina encerrar a época 2025. A tenista do Cazaquistão venceu os cinco encontros que disputou na cidade saudita para tornar-se na primeira tenista asiática a triunfar nas WTA Finals, em cuja final derrotou a número um mundial, Aryna Sabalenka.Há quatro semanas, Rybakina ainda não estava qualificada e teve de ir disputar dois torneios à China e Japão para garantir um lugar no torneio criado em 1972, que reúne as melhores tenistas do mundo. Mas apesar do cansaço das viagens, Rybakina esteve invencível nos cinco encontros que realizou na prova.No Grupo Steffi Graf, a cazaque venceu sucessivamente Amanda Anisimova (4.ª), Iga Swiatek (2.ª) e Ekaterina Alexandrova (10.ª) para chegar às meias-fianis onde eliminou Jessica Pegula (5.ª), antes de superar Sabalenka (1.ª), por 6-3, 7-6 (7/0), e sair de Riade com um prémio de 4,5 milhões de euros. Rybakina é a primeira jogadora a derrotar Sabalenka e Swiatek no mesmo torneio mais do que uma vez e garantiu a subida ao quinto lugar do ranking mundial.“Não pensei muito no que iria acontecer, somente tentei ser sólida desde o início até ao fim e com a Aryna nunca é fácil quando ela está a jogar bem. Foi 50-50 e tentei manter-me forte e lutar em cada ponto. Física e mentalmente dei tudo para estar focada desde o final do segundo set e estou muito orgulhosa pelo que fiz neste final de época. Terminar assim é espantoso”, revelou a 10.ª tenista diferente vencer as últimas 10 edições das WTA Finals. Este foi o seu terceiro título do ano, segundo consecutivo e 11.º da carreira – onde sobressai a o triunfo em Wimbledon em 2022.Sabalenka auferiu metade do prémio da vencedora, mas terminou na liderança do ranking mundial pelo segundo ano consecutivo e ultrapassando os 15 milhões de dólares de prémio monetário – batendo o anterior recorde anual de Serena Williams, em 2013.Este domingo, tem início em Turim as ATP Finals. Ao perder na final do ATP 250 de Atenas, com Novak Djokovic, o italiano Lorenzo Musetti falhou a possibilidade de juntar-se à elite do circuito masculino. E é Felix Auger-Aliassime (8.º mundial) que se junta a Jannik Sinner, Carlos Alcaraz, Alexander Zverev, Taylor Fritz, Djokovic, Ben Shelton e Alex de Minaur na discussão do derradeiro troféu da época.Na capital grega, Djokovic conquistou o 101.º título da carreira – atrás de Jimmy Connors (109) e Roger Federer (103) – e 72.º em hardcourts, batendo o recorde que partilhava com Federer. Na final, o sérvio de 38 anos bateu Musetti (9.º), por 4-6, 6-3 e 7-5. “Mesmo com a tua idade continuas a arrasar, como aconteceu comigo hoje, mas cada vez que entro em campo e partilho o campo contigo, encaro isso como uma lição, por isso, obrigado!”, elogiou Musetti.Francisco Cabral, mais um títuloNa final de pares, o português Francisco Cabral e o austríaco Lucas Miedler venceram o mexicano Santiago Gonzalez e o neerlandês David Pel, por 4-6, 6-3 e 10/3.“Mais uma excelente semana, em que o objectivo de ganhar o torneio foi concluído. O outro objectivo, que era ser suplente nas ATP Finals, não foi conseguido por 15 pontos, mas não manchou o que foi este ano, a melhor época da carreira, ganhei 10 títulos, fiz final em Viena e num Masters 1000 e só me deixa muito orgulhoso e com vontade de trabalhar para em 2026 voltar a ter uma grande época. A partir dos quartos-de-final a motivação desceu um bocadinho porque Turim já não era possível, mas decidimos ficar e lutar para acabar o ano em grande o que felizmente aconteceu”, afirmou Cabral (20.º no ranking de pares), após a conquista do quinto título no ATP Tour e o terceiro ao lado de Miedler.Noutro ATP 250, em Metz (França), Learner Tien, de 19 anos e 38.º mundial, derrotou na final o britânico Cameron Norrie (27.º), por 6-3, 3-6 e 7-6 (8/6) e tornou-se no primeiro teenager norte-americano a triunfar no ATP Tour desde Andy Roddick em 2002.

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