MUNDO

Trump confirma adesão do Cazaquistão aos Acordos de Abraão


Numa mensagem na rede Truth Social, Trump afirmou na quinta-feira ter tido “uma grande conversa telefónica” com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel, e o Presidente Kassym-Jomart Tokayev, do Cazaquistão, e que a adesão deste país à iniciativa será formalizada em breve numa cerimónia de assinatura.  

“O Cazaquistão é o primeiro país do meu segundo mandato a aderir aos Acordos de Abraão, o primeiro de muitos”, afirmou o Presidente norte-americano.  
“Este é um grande passo em frente na construção de pontes em todo o mundo. Hoje, mais nações estão a unir-se para abraçar a paz e a prosperidade através dos meus Acordos de Abraão (…) e muitos outros países estão a tentar juntar-se a este grupo de FORÇA”, adiantou. 
O país, que participa esta noite numa cimeira entre os Estados Unidos e países da Ásia Central na Casa Branca com Donald Trump, já tem relações diplomáticas com Israel. 
Trata-se agora de aprofundá-las, segundo um funcionário norte-americano citado pela Axios. 
O Cazaquistão explicou que é “natural e lógico” que se junte à iniciativa diplomática lançada em 2020 por Donald Trump, que até agora permitiu a quatro países árabes normalizar as suas relações com Israel. 
“A nossa futura inclusão nos Acordos de Abraão constitui uma continuação natural e lógica da trajetória da política externa do Cazaquistão, baseada no diálogo, respeito mútuo e estabilidade regional”, afirmou o governo deste país da Ásia Central num comunicado divulgado pela sua embaixada nos Estados Unidos.  
O processo dos Acordos de Abraão é uma prioridade diplomática para o Presidente norte-americano, que afirmou na quarta-feira esperar que a Arábia Saudita adira “em breve”. 
Trump também pressionou a Síria, cujo Presidente, Ahmad al-Sharaa, recebe na segunda-feira, a aderir à iniciativa diplomática. 
Em 2020, durante o primeiro mandato de Trump na Casa Branco, os Acordos de Abraão levaram à normalização das relações entre Israel e alguns países árabes – Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão. 
Mas muitos países recusaram-se até agora a aderir ao processo, nomeadamente a Arábia Saudita, bem como Síria e Líbano, vizinhos de Israel. 
Com a guerra em Gaza desencadeada pelo ataque do movimento islamita palestiniano Hamas a Israel em 07 de outubro de 2023, Riad descartou qualquer normalização com Israel sem a criação de um Estado da Palestina soberano e viável, algo rejeitado pelo Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu. 
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