O Teatro do Vestido autopsia o corpo frio da revolução
O jornalista australiano Wilfred Burchett desembarcou em Portugal a 26 de Abril de 1974. Tinha-se metido num avião assim que soube do derrube da ditadura que ensombrara o país durante 48 anos e queria relatar a forma como o momento era vivido nas ruas, queria entrevistar militares, presos políticos e cidadãos comuns, queria ouvir contar como tudo tinha sido no momento em que as vozes podiam, finalmente, falar sem medo. No livro que publicou acerca desse tempo de transição da ditadura para a democracia, Portugal depois da Revolução dos Capitães, escreve que se pôs a caminho porque “queria autopsiar uma ditadura com o seu corpo ainda quente”. A frase ficou gravada na memória de Joana Craveiro desde que a leu pela primeira vez. O espectáculo que agora estreia com o Teatro do Vestido, intitulado Torrente, é a sua “autópsia de uma revolução com o seu corpo frio”, diz ao PÚBLICO.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










