Depois da ONU, Reino Unido levanta sanções à Síria. Segue-se a União Europeia
O Reino Unido retirou nesta sexta-feira, 7 de Novembro, as sanções impostas ao Presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, um dia após o Conselho de Segurança das Nações Unidas ter feito o mesmo. O anúncio acontece dias antes da reunião de Sharaa com Donald Trump, na próxima segunda-feira, 10, na segunda visita em poucos meses de Sharaa a Washington D.C., depois de um encontro em Maio. A União Europeia confirmou que seguirá a mesma linha.”Continuaremos a apoiar o Governo sírio enquanto se cumprem os compromissos para construir um futuro mais estável, livre e próspero para todos os sírios”, lê-se no comunicado publicado no site do Governo britânico.Sharaa é Presidente interino da Síria, depois de o grupo islamista Hayat Tahrir al-Sham (HTS), liderado por Sharaa, ter derrubado o regime de Bashar al-Assad numa ofensiva-relâmpago em Janeiro. O Reino Unido informou também que levanta as sanções impostas ao ministro do Interior da Síria, Anas Khattab.O Reino Unido já tinha levantado algumas das sanções contra a Síria em Abril, enquanto a UE suspendeu as suas sanções económicas em Maio, embora restrições relacionadas com armas e segurança permaneçam em vigor.Também o Conselho de Segurança das Nações Unidas votou na quinta-feira, 6 de Novembro, e decidiu remover o Presidente Sharaa da lista de sanções a terroristas, onde se encontrava desde a altura em que era tido como rebelde islamista com ligações à Al-Qaeda. Agora, a ONU entende, tal como o Governo britânico, que a ligação entre o HTS e a Al-Qaeda é inexistente.Um porta-voz da União Europeia disse nesta sexta-feira que a decisão das Nações Unidas se reflectirá nas medidas do bloco. “Continuamos comprometidos em apoiar uma transição pacífica e inclusiva, liderada e conduzida pelos próprios sírios, para ajudar a construir um futuro melhor para todos os sírios”, declarou.Sharaa foi sancionado pela ONU e pelo Reino Unido em 2014, com sanções como proibição de viagens, congelamento de bens e embargo de armas. Há apenas um ano, os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de dez milhões de dólares pela sua captura, recorda o New Tork Times.O Governo sírio ainda não respondeu a um pedido de comentário endereçado nesta sexta-feira pela agência Reuters.










