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No festival de Abel, toca-se 'Roque' e o Palmeiras lança-se pelo título


O Palmeiras não se fez de rogado, e, na madrugada de quinta para sexta-feira, levou de vencida o Santos, no Allianz Parque, por 2-0, aproveitando, assim, da melhor maneira possível o ‘deslize’ cometido, na véspera, pelo mais direto concorrente na luta pelo título de campeão brasileiro, o Flamengo, que não foi além de um empate a duas bolas com o São Paulo.

A equipa orientada pelo treinador português Abel Ferreira, foi sempre a mais perigosa, no encontro referente à 32.ª jornada do principal escalão do futebol canarinho, mas a verdade é que só conseguiu adiantar-se no marcador já no decorrer do segundo tempo, quando Vitor Roque decidiu ‘abrir o livro’, para gáudio dos adeptos.
O internacional brasileiro desfez o nulo, à passagem dos 67 minutos, a passe de José López, e voltou a fazer o gosto ao pé, apenas 13 minutos depois, quando Raphael Veiga ‘rasgou’ a defesa adversário, com um passe em profundidade, num lance que culminou num ‘chapéu’ sobre o guarda-redes adversário, Gabriel Brazão.
Feitas as contas, com este resultado, o Palmeiras passa a somar 68 pontos e isola-se ainda mais na liderança do Brasileirão. Agora, leva três pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o Flamengo, numa altura em que restam apenas sete encontros por disputar, até ao final da temporada de 2025.
Na disputa pela conquista do Brasileirão encontra-se, ainda, o Cruzeiro, do também luso Leonardo Jardim, ainda que num plano mais distante, uma vez que, não só leva uma desvantagem de cinco pontos para o topo da tabela, como ainda conta com mais uma partida realizada, até ao momento.
“Já tenho idade para perceber que o campeonato é longo”
O cenário é, neste momento, favorável para o Palmeiras, mas a verdade é que, na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Abel Ferreira recusou fazer a festa antecipada: “Temos de manter a calma, tal como nos momentos em que parece que está toda a gente a criticar o que se passa. Temos de manter os pés no chão e dizer que foram apenas três pontos”.
“Já tenho idade e experiência para perceber o que o campeonato e a temporada são longos. Vamos sofrer, ter momentos de euforia, de desânimo e de frustração, mas a melhor caraterística que temos é a resiliência. Nem sempre tudo vai ser como projetamos, mas acho que é o melhor talento que podemos ter”, sublinhou, em declarações reproduzidas pelo portal brasileiro Globoesporte.
Neymar recuperado… mas de fora
Já do lado do Santos, o principal destaque foi para o facto de Neymar ter ficado de fora da lista de convocados, pese embora tenha sido dado como recuperado de lesão. Uma situação que acabou por merecer a explicação por parte do treinador, o argentino Juan Pablo Vojvoda, perante os jornalistas.
“Temos um jogador cuja situação nós conhecemos, que vem de uma lesão e que está a procurar a sua melhor versão. Há outro jogo pela frente. Estava decidido, é um relvado difícil para jogar, e as condições dele eram difíceis. O jogador tem de estar convencido para jogar nestas condições. Vamos contar, daqui para a frente, com o melhor Neymar. Confiamos que ele vai ajudar”, apontou.
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