Francisco Conceição fala do FC Porto, do Sporting e do pai: "Um exemplo"
Francisco Conceição concedeu uma extensa entrevista à edição desta sexta-feira do jornal italiano Tuttosport, na qual abordou diversos temas, desde logo, o tão aguardado dérbi da 11.ª jornada da Serie A, que colocará, frente a frente, a ‘sua’ Juventus e o Torino, a partir das 17h00 (hora de Portugal Continental) do próximo sábado.
“Vai ser importante, temos de vencer, porque vale mais do que três pontos. Há uma história por trás deste jogo. O dérbi da minha vida é o FC Porto-Benfica. Eu cresci futebolisticamente no Sporting, porque, quando o meu pai deixou de jogar, fomos viver para Lisboa. Na terça-feira, vaiaram-me, porque joguei no FC Porto, que foi sempre o clube do meu coração”, afirmou, referindo-se ao empate a uma bola entre a Vecchia Signora e o Sporting, no duelo da quarta jornada da fase de liga da Liga dos Campeões.
“Em Portugal, a um certo ponto, entre o plano físico e a técnica, eles escolhem a técnica. Em Itália, é ao contrário. Isso dá-te uma vantagem, no imediato, mas, retira-te muito, no futuro. Aqui, eu teria tido dificuldades em emergir, e teria sido mais complicado tornar-me jogador da Juventus”, prosseguiu.
“Eu posso dar muito mais, tenho muito por demonstrar. Não tenho estado mal, mas ainda não fiz aquilo de que sou capaz. Os golos e as assistências é que criam essa diferença entre um bom jogador e estar num nível de topo. Esse é o caminho que quero percorrer, só podes estar entre os melhores se os números aumentarem”, completou.
“Em Portugal, nunca falaram da relação com o meu pai”
Francisco Conceição virou, de seguida, ‘agulhas’ para a relação com o pai, Sérgio Conceição, que já foi seu treinador (no FC Porto) e seu rival (no AC Milan), antes de partir para a Arábia Saudita. Questionado sobre como foi ser orientado pelo agora treinador do Al-Ittihad Jeddah, confessou: “Ao início, era muito difícil, mas, em Portugal, nunca falavam da nossa relação, porque, em campo, eu estava bem”.
“Eu torço sempre pelo meu pai, mas aquilo que aconteceu, aconteceu. Temos de olhar para a frente. Eu nunca joguei contra ele, nem mesmo no ano passado, visto que sofri um lesão muscular”, sublinhou, antes de assumir que seria… “perfeito” poder ter o ex-internacional português como seu treinador, uma vez mais, desta feita, na Vecchia Signora.
“Ele é um grande treinador, eu conheço o valor dele. Cheguei à seleção nacional graças a ele. Se estou aqui, é graças ao percurso que fiz com ele. Ele era muito duro comigo, especialmente, fora de campo. Ele sabe o quão importante é a vida fora de campo. Ajudava-me a focar-me na alimentação e na recuperação, foi um grande exemplo”, acrescentou.
“Cristiano Ronaldo diz-me sempre…”
A terminar, o avançado de apenas 22 anos de idade apontou Cristiano Ronaldo como um dos jogadores que mais idolatra (juntamente com Lionel Messi e Neymar, ainda que assuma que “há cada vez menos como eles”, e revelou, inclusive, um dos principais conselhos que este lhe vai dando.
“Sim, gosto de falar com ele. Aprendo muito. Aqui, o Cristiano esteve muito bem. Ele diz-me sempre ‘Estás um grandíssimo clube, mas, quando não vences, a pressão aumenta”, rematou.
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