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O Benfica não sai do zero na Liga dos Campeões

O estigma dos zero pontos continua colado ao Benfica. Nesta quarta-feira, os “encarnados” sofreram a sua quarta derrota em outros tantos jogos na Liga dos Campeões, perdendo em casa por 0-1 com o Bayer Leverkusen. Um golo de Patrik Schick a meio da segunda parte bastou para novo desaire dos “encarnados”, que continuam no penúltimo lugar da fase Liga. Pior que o Benfica, só o Ajax, que também não ganha a ninguém, mas sofre mais golos. Ainda há 12 pontos em jogo, e a qualificação para o “play-off” ainda é possível, mas já não há margem de manobra.Mesmo que Mourinho tenha desvalorizado a importância de uma não-vitória nesta quarta noite de Liga dos Campeões, era evidente que o técnico “encarnado” não admitiria outro resultado que não fosse a vitória frente a um Bayer Leverkusen que também não tem feito uma Champions por aí além. O que o Benfica precisava era ser rápido, jogar em transições e esperar que a qualidade dos seus homens da frente fizesse o resto. Os alemães, como ficou igualmente claro desde o primeiro minuto, iam tentar fazer o mesmo.Esperava-se um jogo aberto, cheio de espaços e com muita velocidade. Foi exactamente isso que aconteceu. Os “farmacêuticos” jogavam com o supersónico Poku, o Benfica apostava em Lukebakio, e assim iam trocando aproximações perigosas. Aos 10’, Poku foi lançado em profundidade e, quando se preparava para o remate, Tomás Araújo fez um corte providencial. Na resposta, foi Lukebakio a acelerar pelo flanco, entrou na área e picou por cima do guarda-redes, mas a bola bateu na trave em vez de entrar na baliza.Os “encarnados” foram somando várias combinações para tentar chegar com perigo à área do Leverkusen, ora com a visão de jogo de Rios, ora com um passe milimétrico de Sudakov, tendo Pavlidis ou Lukebakio como pontos de referência, mas a habitualmente porosa defesa da formação alemã manteve-se firme. Aos 33’, o Benfica voltou a estar próximo do golo, num canto de Sudakov a que Otamendi respondeu com um cabeceamento à trave.Na resposta, o Bayer voltou a cheirar o golo, numa jogada simples e rápida a que só faltou a execução final. Em dois toques, Poku viu-se sozinho num duelo com Trubin, mas o guardião ucraniano fez bem a mancha e o remate do neerlandês saiu ao lado.Ainda antes do intervalo, uma dupla oportunidade para o Benfica na mesma jogada. Sudakov viu bem o posicionamento de Lukebakio, o belga encarou Flekken, mas o guardião dos germânicos opôs-se bem. Na sequência da jogada, Pavlidis teve hipótese de alvejar a baliza, mas um defesa colocou-se desviou o remate do grego. Pouco depois chegava o intervalo e o empate sem golos não era necessariamente um sinal de que o Benfica estava a jogar mal. Ainda tinha mais meio jogo pela frente. Ainda podia correr bem.
Mourinho manteve em campo o seu plano inicial, esperando que a dinâmica se mantivesse. O cerco à baliza germânica manteve-se, com Pavlidis a receber uma bola na pequena área logo aos 46’, tentando depois fintar Flekken – o guardião neerlandês ganhou a bola ao grego. Pouco depois, seria o melhor marcador do Benfica a tentar a sua sorte de fora da área, mas o remate saiu ao lado. E, aos 56’, os “encarnados” reclamaram um penálti sobre Leandro Barreiro – o árbitro mandou jogar.Kasper Hjulmand, o dinamarquês que substitui Erik ten Hag, deixou a sua melhor cartada para esta altura. Meteu em campo Patrik Schick, o excelente e experiente ponta-de-lança checo, e não demorou muito a colher os frutos. Aos 65’, Grimaldo teve a visão de jogo para aproveitar a desmarcação do seu ponta-de-lança e, já dentro da área, Schick fez o que costuma fazer. Rematou, Trubin ainda defendeu, mas a defesa “encarnada” desfez mal o lance. Apertado por Artur, Dahl meteu a bola na cabeça de Schick e golo, 0-1 para o Bayer Leverkusen.
Patrik Schick à segunda a abrir o marcador na Luz. #sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #SLBenfica #Leverkusen pic.twitter.com/sUNUViRDDq— sport tv (@sporttvportugal) November 5, 2025

O Benfica sentiu e de que maneira o golo sofrido, apesar de ainda ter quase meia-hora para dar a volta. Mourinho despejou em campo tudo o que tinha no banco, Dedic, Prestianni e Schjederup, mas já foi só coração e pouca cabeça. Não deu sequer para um ponto.

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