Seguro apresenta manifesto para a diáspora e promete resolver problema do voto no estrangeiro
Em linha com apoiantes da sua candidatura espalhados por vários pontos do globo, António José Seguro lançou o seu manifesto de prioridades presidenciais para a diáspora portuguesa, esta terça-feira, a partir de um repleto café de Bruxelas, uma cidade que conhece bem dos tempos em que foi membro do Parlamento Europeu – experiência que, de resto, considerou ser uma “vantagem competitiva relevante” face aos seus concorrentes mais próximos na corrida para a Presidência da República.O manifesto, que Seguro tem estado a desenvolver há semanas, em diálogo com portugueses que estão a viver fora do país, é composto por dez pontos, o primeiro dos quais diz respeito aos “direitos políticos e participação cívica” da diáspora: esse foi, precisamente, o problema apontado na primeira intervenção do debate informal que se seguiu à apresentação da candidatura, e da breve explicação do candidato sobre o que pretende fazer com o seu magistério de influência.“Está disposto a apoiar o voto electrónico?”, questionou um dos participantes na sessão. Na resposta, António José Seguro disse que o seu “primeiro compromisso” passava por uniformizar os métodos de votação – postal e presencial – dos portugueses residentes no estrangeiro, até porque “não faz sentido que tenham duas formas devotação completamente distintas, uma para o Parlamento e outra para a Presidência da República”.“O que devemos fazer é incentivar a participação e não criar obstáculos, como neste momento é o voto presencial”, referiu. Porém, em relação ao voto electrónico, sustentou que “é uma solução que tem de ser ponderada” e que a avançar “tem de ser para todos os portugueses, os que residem fora, e os que residem dentro” do país.Entre os compromissos que assume no manifesto eleitoral para a diáspora figuram a promoção da língua portuguesa, o apoio às instituições que a promovem e o reforço do seu ensino, do ciclo básico ao universitário; a aposta na diplomacia cultural e científica “como forma de reforçar a influência e a imagem de Portugal”; e o estímulo tanto à juventude luso-descendente como às comunidades portuguesas – com a criação do “Prémio Juventude da Diáspora” e a organização de um Fórum anual das Comunidades Portuguesas.António José Seguro promete ainda “acompanhar atentamente a acção governativa na área consular”, para que os portugueses no estrangeiro possam ter “respostas rápidas e eficazes”; influenciar o executivo para que possa haver uma “valorização dos professores, diplomatas, funcionários e técnicos que representam o Estado fora do território nacional”, bem como condições dignas para a sua actividade; e ainda multiplicar os contactos institucionais e as missões presidenciais para “promover pontes entre a diáspora e o tecido económico nacional”.No debate que durou cerca de meia hora, António José Seguro pediu que se fugisse das “tricas” e da “política baixa”, repetindo que o seu objectivo é ser um Presidente independente e não partidário – ainda que “toda a gente” conheça a sua “origem ideológica” e o seu “percurso” na política. Em vez de partidos, preferiu falar dos “riscos” e das “ameaças” à democracia, como por exemplo os “discursos racistas e xenófobos”, ou ainda “os extremismos, que são venenos da nossa democracia, e também problemas que não são resolvidos”.“É necessário cuidar da democracia para que ela responda aos problemas das pessoas e para que as pessoas vivam melhor. Quando isso não acontece, crescem os populismos e os extremismos. Portanto, o papel dos democratas é unirem-se em torno de um Presidente que seja firme na defesa dos valores democráticos e na defesa dos valores da nossa Constituição”, declarou, prometendo que se for eleito será “fiel a todos os valores constitucionais”.“Comigo não haverá Governos inconstitucionais ou Governos anti-Constituição”, garantiu, acrescentando que no processo de formação de um novo Governo será “exigente em várias dimensões”, e não apenas “um notário”.










